Aos 69 anos, morre o cantor David Bowie
Lendário músico britânico lutava há 18 meses contra um câncer.

A música – especialmente o rock amanheceu mais triste e menos colorida. Morreu neste domingo, aos 69 anos, o cantor e compositor David Bowie. Vitimado por um câncer que enfrentava há 18 meses, o músico parte exatamente dois dias após seu aniversário de 69 anos, celebrado no último dia 8 – mesma data em que lançou seu último trabalho, o disco “Blackstar”, 25º álbum de estúdio de sua carreira. A morte foi confirmada na página oficial do músico no Facebook.

Na quinta-feira, 7, o músico havia lançado o videoclipe de “Lazarus”, faixa integrante do novo álbum do artista. O que não se poderia imaginar é o fato de que as melancólicas cenas do clipe, gravadas com Bowie deitado em uma cama de hospital, recitando versos tais como: “Olha aqui, eu estou no céu / Eu tenho cicatrizes que não podem ser vistas…” ilustravam o que seria um futuro inimaginável, porém, bastante próximo. O recluso e resignado David Bowie se despedia de seus fãs ao redor do mundo de maneira pesarosamente artística.

Nascido em Brixton, sul de Londres, em 8 de janeiro de 1947, seu nome de batismo é David Robert Jones. Em sua vida, Bowie conseguiu tornar-se ícone tanto de música, quanto de estilo. Inquieto, inventivo, criativo. David ficou conhecido por várias alcunhas a exemplo de Ziggy Stardust, transformada em música e talvez, a que melhor o referenciasse: “Camaleão do Rock”, justificada pela inquietude artística do músico que reformulava-se constantemente – quer seja no visual – ora com cabelos longos castanhos, ora com cabelos curtos avermelhados, ou em sua própria música – ora dançante, ora dramática, absorvendo os mais diversos estilos, dentro de sua própria vertente. David Bowie não fazia arte. Ele era sua própria e mais autêntica expressão.

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David Bowie em gif que reúne 29 diferentes facetas criado pela fã e ilustradora especialista em retratos Helen Green.

E deem graças à todas as transições possíveis, pois elas puderam presentear-nos com hits como: “Heroes”, “Let’s Dance”, “This is Not America – parceria com Pat Metheny”, “Under Pressure, com o Queen”, “Starman”, “Ziggy Stardust”, “Ashes to Ashes” e vários outros sucessos que poderíamos passar horas listando e vangloriando a imensa capacidade inventiva e mutante dentro do cenário musical nutrida pelo andrógino Bowie, e destilada em forma de composições e produções.

Artistas inspirados por David lamentaram sua morte. No Twitter, Madonna escreveu: “Estou devastada! Este grande artista mudou a minha vida! Primeiro concerto que vi em Detroit! DESCANSE EM PAZ.” Billy Idol postou: “Quase fui às lágrimas com a notícia do falecimento repentino de David Bowie”. E completou: “Ele nos inspirou a ir além das normas, estender a mão e dissipar o vazio da vida nos anos 70 na Inglaterra com suas próprias formas de arte”. Outras personalidades se manifestaram, como o vocalista do Foo Fighters, Dave Grohl e o Primeiro-Ministro do Reino Unido, David Cameron, que escreveu, também no Twitter: “Eu cresci ouvindo e assistindo o gênio pop David Bowie. Ele era um mestre da reinvenção, que manteve acertos. Uma enorme perda.”

Abaixo o comunicado oficial da morte do cantor no Facebook:

“David Bowie morreu em paz hoje cercado por sua família após uma corajosa batalha de 18 meses com câncer. Enquanto muitos de vocês vão compartilhar essa perda, nós pedimos que respeitem a privacidade da família durante o seu tempo de luto”.

Post de Madonna lamentando a perda, no Twitter:

Billy Idol, no Twitter:

David Cameron, Primeiro-Ministro do Reino Unido, também no Twitter:

Vinicius Martins

Editor da Revista Factual, jornalista em formação, cristão, músico, entusiasta da música e designer gráfico. Gosta de ler, tocar violão, bateria e curtir bons sons. Um apaixonado por Goiânia e seus encantos. Motivado pelo aprendizado.

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