As faces da viola caipira
Violeiros da antiga e da nova geração se apresentam no Teatro Sesc Centro nos dias 25 e 27 de outubro

Nos dias 25 e 27 de outubro, o Teatro Sesc Centro vai ser ocupado pelo festival A Moda é Viola. Serão quatro atrações com foco na viola caipira que vão se apresentar a preços acessíveis, explorando as possibilidades do instrumento por meio da mistura de diversos estilos musicais. Nos shows, violeiros da antiga e da nova geração reinventam e retomam o significado da viola em apresentações que inevitavelmente levam o imaginário a um lugar mágico: o sertão.

​Programação

Na quarta-feira (25), sobem ao palco Galvan e Galvãozinho, conhecidos como “os reis da catira” e considerados uma das principais duplas tradicionais na ativa. Com mais de 40 anos de carreira, eles personificam a história da música caipira e fazem uma verdadeira viagem às raízes da viola, cantando modas, pagodes e toadas que remetem ao interior.

O violeiro Pedro Vaz também se apresenta no show autoral inédito Dê Espaço ao Tempo, que dá nome ao CD cujo lançamento está previsto para dezembro. O Trabalho instrumental propõe uma pausa na agitação diária para a apreciação musical. Para ele, a música deve ser considerada não apenas como entretenimento mas como uma possibilidade de contemplação.

Outra experiência surpreendente para os apreciadores da música do Cerrado se dará na sexta-feira (27). O grupo Encontro Violado se apresenta em clima de confraternização e emoção. Os integrantes do grupo mostram composições individuais e coletivas fazendo uma espécie de brincadeira musical. No mesmo dia, o ícone do rock rural e da folia de reis, Domá da Conceição, se apresenta com o disco Anjo Alecrim, homônimo ao premiado documentário que conta sobre seus 20 anos de carreira.

Essência

O festival A Moda é Viola nasceu em março de 2015 junto com a Violada Produções, ambos com a intenção de produzir trabalhos e eventos ligados à viola. Apenas uma edição foi realizada, no mesmo ano, no Teatro da Caixa, em Brasília. O grupo goiano Cega Machado, o violeiro mineiro Luiz Salgado e o brasiliense Cacai Nunes foram algumas das atrações. O festival visa apresentar ao público a diversidade e a riqueza do instrumento, seja por meio de duplas tradicionais, violeiros solo, ou músicas instrumentais modernas.

Esse ano, o festival é produzido pela Violada Produções em conjunto com a Mitema Projetos Culturais & Soluções Sustentáveis e conta com o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia. Taiana Martins, da Mitema, conta que a ideia partiu do “desejo de criar uma cena da viola caipira que apresente sua diversidade de estilos que fuja do convencional”. “Dessa forma, viola rock, moda de viola e viola contemporânea se mesclam numa riqueza de estéticas musicais fugindo da indústria do sertanejo”, conta.

O instrumento

A viola foi trazida ao Brasil pelos Jesuítas e colonos portugueses e foi consolidada como importante instrumento no país na segunda metade do século XX. A palavra viola pode fazer referência a vários tipos de instrumentos, daí a necessidade de diferentes denominações como viola caipira, viola de arame ou viola brasileira. Embora seja usado muitas vezes de forma pejorativa, o termo caipira foi incorporado como uma referência ao homem do campo, que utiliza o instrumento não apenas em confraternizações mas também em rituais tradicionais de devoção.

Atrações

Galvan e Galvãozinho: Naturais de Anápolis, com mais de 30 anos na estrada, personificam a história da música caipira cantando as modas de viola, pagodes e toadas que caracterizam o clima do interior goiano. Herdaram o título de: “os reis da catira”. A dupla tem aproximadamente mil músicas gravadas e é uma das duplas mais tradicionais do Estado de Goiás.

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Galvan e Galvãozinho. Foto: divulgação.

Pedro Vaz: Desenvolveu a relação com a viola com tempo, disciplina, pesquisa e principalmente motivado pela paixão pelo instrumento. A intimidade com a viola foi construída por diversos caminhos: no convívio com as manifestações da cultura popular do Centro-Oeste, na audição de vasta musicografia da música de viola, na composição de músicas e arranjos para viola.

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Pedro Vaz. Foto: divulgação.

Encontro Violado: Coletivo de violeiros da mesma geração que em clima de confraternização apresentam composições próprias e coletivas. É composto por integrantes vindos de outros grupos como Cega Machado (Diego Lobo e Pedro Vaz), Sertão (Olavo Teles), Chapéu di Paia (Billy), Erotori (Paula de Paula), Duo Goiás (Alexandre Nonato) e Cia Bambulengo (Rodrigo Gorgumã).

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Encontro Violado. Foto: divulgação.

Domá da Conceição: Filho de violeiro e folião, Lindomar, ou simplesmente Domá da Conceição é cantor, instrumentista e compositor. Bebeu das fontes do rock para reencontrar seu porto seguro na música folclórica em Goiás e foi premiado em diversos festivais nos anos 80, no auge do rock rural. Típica figura do caipira, explora ritmos como folia de reis, guarânia, chamamé e congada.

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Domá da Conceição. Foto: divulgação.
SERVIÇO

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A Moda é Viola

Local: Teatro Sesc Centro: Rua 15, Setor Central, Goiânia
Data: 25/10 (Quarta-feira) e 27/10 (Sexta-feira)
Horário: 20h

Ingressos:
– R$ 7,00 para comerciários e dependentes com a carteira do Sesc atualizada
– R$ 20,00 inteira
– R$ 10,00 meia
– R$ 8,00 conveniados

Venda antecipada: Bilheteria Digital

Foto de capa: reprodução/YouTube.

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