Black Friday 2017: consumidores devem redobrar a atenção com práticas fraudulentas e golpes virtuais
Negócios devem injetar R$ 2,2 bilhões na economia do país. Confira seus direitos e saiba como se prevenir para não ter problemas com suas compras

Desde as primeiras horas desta sexta-feira (25), consumidores brasileiros e de várias partes do mundo se movimentam para aproveitar as ofertas da Black Friday. A data, oriunda dos Estados Unidos, é famosa por levar empresas a promoverem grandes descontos nos preços de seus produtos ou serviços, em queimas de estoque já na preparação para o Natal – principal período para lojistas.

Só que nem tudo nesta data ansiosamente aguardada é realmente tão vantajoso quanto parece. Apesar do ‘boom’ de campanhas publicitárias, letreiros por toda parte, banners digitais pulando e piscando a cada acesso em sites ou redes sociais garantindo os menores preços, parte do comércio se utiliza da premissa dos grandes descontos para aumentar os valores de seus produtos e, em seguida, reduzí-los novamente, visando o lucro pelo aumento de vendas. Esta prática fraudulenta ganhou até apelido no Brasil: ‘Black Fraude’.

No intuito de coibir tais práticas abusivas, o Procon Goiás fiscaliza desde a última terça-feira (21), as promoções divulgadas pelo comércio goiano. As ações verificam possíveis infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC), como a propaganda enganosa.

Também é fiscalizado o cumprimento da Lei Estadual nº 19.607/2017, que obriga os fornecedores, no Estado de Goiás, a informar ao consumidor o histórico de preços de produto ou serviço a respeito do qual exista publicidade ou qualquer tipo de anúncio veiculando promoção ou liquidação.

Uma ação preventiva iniciada em outubro monitora preços dos itens da chamada linha branca, como eletrônicos e eletro portáteis mais vendidos, nos principais varejistas virtuais do país. O objetivo desta pesquisa prévia foi obter subsídios para a comparação de preços, que permitam verificar se os descontos para os produtos participantes da Black Friday são efetivos e reais e comprovar se há ou não a manipulação dos preços.

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Em caso de irregularidades, os consumidores podem acionar o Procon Goiás, no período das 7 às 18h, por meio do disque denúncias 151 ou (62) 3201-7100, ou pessoalmente na sede, localizada na Rua 8, nº 242, no Centro de Goiânia, ou no atendimento Vapt Vupt. E pela Internet, através do Procon Web: www.webprocon.com.br/goias.

Injeção na economia

Uma pesquisa realizada pelo Google divulgada no mês de agosto apontou que a Black Friday deve movimentar neste ano, R$ 2,2 bilhões. Deste valor, R$ 10 milhões representam apenas as vendas pela internet.

O índice representa crescimento estimado entre 15% e 20%, em comparação à Black Friday de 2016, quando houve uma injeção de R$ 1,9 bilhão na economia do país, de acordo com dados do e-Bit.

Segundo pesquisa do SPC Brasil, os celulares e smartphones estão na preferência dos compradores, com 29% das intenções. Em seguida, estão as roupas com 28% e os eletrodomésticos, com 25%. Estes produtos devem ser os mais comprados neste ano.

O levantamento também apurou que os brasileiros mencionaram entre os locais onde farão suas compras os sites de lojas nacionais (56%) e os shopping centers (23%). Entre os principais fatores de influência na compra estão os preços (51%), o frete grátis (34%) e a qualidade dos produtos (27%).

Como aproveitar a Black Friday e evitar dores de cabeça

A Factual conversou com a gerente de negócios da CDL Goiânia, Dina Marta Correia Batista. Ela explica que as orientações repassadas aos consumidores para que adotem alguns critérios de segurança valerão não somente para esta promoção, mas para toda a vida.

Segundo Dina Marta, a Black Friday é um momento não apenas para comprar, mas também, para renegociar débitos em atraso. “Se tiver um dinheiro extra e estiver inadimplente, priorize o pagamento da dívida. O momento é oportuno e os lojistas estão super dispostos a fazer uma boa negociação.” Já em caso de novas compras, ela orienta os clientes para que deem preferência aos pagamentos à vista.

Para Dina Marta, é importante pesquisar bastante antes de comprar. “Se a compra for pela internet, verifique a reputação desta loja. Acesse o site Reclame Aqui e veja se já existem reclamações contra esta empresa”, orienta.

Ela aconselha o comprador a verificar se o site da empresa é oficial ou se houve redirecionamento para alguma página clonada. “Procure o cadeado, o certificado, bem como se o nome é exatamente o mesmo e evite surpresas. Verifique as condições para trocas e devoluções. Procure e exija seus direitos, caso perceba algum problema”, pontua.

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Vinicius Martins

Editor da Revista Factual, jornalista em formação, cristão, músico, entusiasta da música e designer gráfico. Gosta de ler, tocar violão, bateria e curtir bons sons. Um apaixonado por Goiânia e seus encantos. Motivado pelo aprendizado.

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