Entenda como algumas empresas estão reagindo às políticas migratórias de Trump nos EUA

Após assumir a presidência dos Estados Unidos no último dia 20 e tornar-se o homem mais poderoso do mundo, Donald Trump assinou uma série de decretos no intuito de cumprir promessas de campanha. Dentre estas medidas, está a construção de um muro na divisa com o México para impedir a entrada irregular de imigrantes pela fronteira do país. As ações visam trazer uma espécie de proteção e controle extremo da nação.

Entretanto, as canetadas de Trump não atingem apenas os mexicanos. Refugiados de sete países, sendo eles: Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen também tiveram suas entradas e permanência em solo americano suspensas, mesmo possuindo visto para entrar no país ou portando o famoso Green Card, documento que possibilita residência permanente nos Estados Unidos às pessoas que não são cidadãos da América. Alguns cidadãos foram detidos e aguardavam ser deportados. Entretanto, a juíza Ann Donnelly, da corte distrital de Brooklyn, em Nova York, suspendeu a medida. A decisão da corte autorizou a liberação de pessoas detidas nos aeroportos. Os decretos causaram diversas queixas de advogados, de instituições de direitos humanos e mal estar diplomático com vários países, além de inúmeros protestos. Curiosamente, um país que figura entre os maiores financiadores de práticas terroristas, a Arábia Saudita, não sofreu restrição por meio da ordem do presidente.

A RESPOSTA DO VALE DO SILÍCIO

Em reação a esta política fronteiriça – em parte xenofóbica, grandes empresas americanas como a rede de cafeterias Starbucks, a gigante Google, a empresa de transporte privado urbano Uber, a plataforma de filmes e séries via streaming Netflix, a rede social Facebook e o serviço online de reservas de hospedagem Airbnb, entre outras, se pronunciaram e adotaram medidas de apoio, em uma clara mostra de que o Vale do Silício – reduto onde estas empresas se encontram no Estado da Califórnia, está atento às necessidades dos imigrantes.

Howard Schultz, da Starbucks informou que contratará 10 mil refugiados em 75 países, pelos próximos cinco anos.  A Airbnb se propôs a disponibilizar casas gratuitas para os refugiados e pessoas que tenham sido impedidas de viajar para os Estados Unidos. O CEO do Google, o indiano Sundar Pichai anunciou a criação de um fundo de US$ 4 milhões, sendo US$ 2 milhões doados pelos próprios funcionários da companhia. O criador do Facebook, Mark Zuckerberg que é casado com Priscilla Chan, de origem vietnamita, discordou publicamente de Trump e disse: “Precisamos manter o nosso país seguro, mas devíamos fazer isso focando-nos nas pessoas que são realmente uma ameaça”. O CEO do Uber, Travis Kalanick também informou que vai criar um fundo de US$ 3 milhões para ajudar os motoristas da companhia atingidos pelo decreto assinado pelo presidente americano.

Todas estas reações de grupos empresariais, instituições e da sociedade mostram o desconforto com as novas políticas adotadas pela Casa Branca e revelam a dificuldade de implementação do protecionismo e do controle desmedido adotado por Donald Trump – ironicamente casado com uma também imigrante, a modelo eslovena Melania Trump.

Vinicius Martins

Editor da Revista Factual, jornalista em formação, cristão, músico, entusiasta da música e designer gráfico. Gosta de ler, tocar violão, bateria e curtir bons sons. Um apaixonado por Goiânia e seus encantos. Motivado pelo aprendizado.

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