Grupo promove ‘buzinaço’ nesta quinta-feira (9), contra o aumento dos combustíveis em Goiânia
Mobilização está marcada para as 18h, na Praça Cívica. Manifestantes protestam motivados pela suspeita de formação de cartel por postos da capital

Está marcado para as 18h desta quinta-feira (9), na Praça Cívica, um ‘buzinaço’ em protesto contra o aumento dos combustíveis em Goiânia. A pauta principal da manifestação é a suspeita de formação de cartel entre postos da capital, que seria responsável por elevar os preços em alguns postos ao patamar de R$ 4,49 para a gasolina e R$ 3,29 para o etanol.

A mobilização desta quinta-feira é realizada pela terceira vez. Iniciada por meio de um grupo de WhatsApp, o manifesto conta atualmente com mais de 1.200 pessoas que o apoiam em grupos e nas redes sociais. Para hoje, a expectativa de público segundo dados repassados pela organização do evento à Factual é de 500 a 1000 manifestantes e cerca de 300 veículos.

O aumento dos combustíveis está sendo investigado pelo Procon Goiás, que solicitou à Delegacia do Consumidor (Decon) a instauração de inquérito policial para apurar crimes contra a relação de consumo.

A superintendente do Procon Goiás, Darlene Araújo também pediu ao procurador do Estado, Leandro Eduardo da Silva que adote as medidas judiciais cabíveis acerca da suposta elevação dos preços sem justificativa.

Novos possíveis aumentos

O advogado do Sindicato dos donos de postos de gasolina de Goiás (Sindiposto), disse que se a Petrobras continuar com os reajustes diários no preço da gasolina, é possível que em trinta dias, o valor chegue à casa dos R$ 5 em Goiânia, de acordo com informações do jornal O Popular.

A gasolina vendida em Goiás teve o segundo maior preço médio do Brasil na última semana. A informação é da pesquisa semanal de preços feita pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) em todo o Brasil.

Os últimos reajustes são, em parte, justificados pela política de preços adotada pela Petrobras em julho. As medidas motivam aumentos quase diários pela área técnica. Na última segunda-feira (6), a empresa aprovou reajustes de 2,3% na gasolina e de 1,9% para diesel nas refinarias.

Segundo a Petrobras “O reajuste foi causado principalmente pelo aumento das cotações dos produtos e do petróleo no mercado exterior, influenciado pela geopolítica internacional, assim como pela continuidade da política de contenção da oferta pela Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep)”.

A Factual tentou contato com o Sindiposto. No entanto, até o fechamento desta matéria, nossas mensagens não obtiveram resposta.

Foto: reprodução.

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Vinicius Martins

Editor da Revista Factual, jornalista em formação, cristão, músico, entusiasta da música e designer gráfico. Gosta de ler, tocar violão, bateria e curtir bons sons. Um apaixonado por Goiânia e seus encantos. Motivado pelo aprendizado.

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