Morre Lemmy Kilmister, do Motörhead
Frontman lendário morreu aos 70 anos, de câncer no cérebro e no pescoço

O ano de 2015 não poderia terminar mais triste para os fãs do rock n’ roll. Morreu nesta segunda-feira, 28, aos 70 anos o vocalista e baixista do Motörhead, Lemmy Kilmister. A notícia foi dada em primeira mão pelo radialista e historiador de música Eddie Trunk em sua conta oficial no Twitter.

Eddie Trunk via Twitter: “Lamento relatar, eu confirmo que Lemmy @myMotorhead faleceu agora mesmo com a idade de 70 anos. Descanse em paz, um verdadeiro ícone original do rock.”

O Motörhead também emitiu comunicado oficial no Facebook: “Não há nenhuma maneira fácil de dizer isto… Nosso Poderoso, nobre amigo lemmy faleceu hoje depois de uma curta batalha com um câncer extremamente agressivo”, diz parte do texto publicado na página da banda.

Lemmy enfrentava problemas de saúde há alguns anos, como gastrite e diabetes que chegaram a ocasionar o cancelamento da apresentação do Motörhead em abril deste ano no festival Monsters of Rock, em São Paulo.

Apesar dos problemas, o frontman seguiu com a banda e lançou em setembro o 22º álbum de estúdio, denominado “Bad Magic”, saindo em turnê oficial do disco prevista para durar até o final de janeiro. No entanto, no último sábado, 26, o artista teria descoberto que portava um agressivo tipo de câncer no cérebro e no pescoço e sua estimativa ficou reduzida entre dois a seis meses de vida, de acordo com o diagnóstico. Sua morte acontece dois meses após a do ex-baterista da formação clássica do Motörhead, Phil Taylor (ou “Philthy Animal” Taylor), aos 61 anos.

Astros do rock como Ozzy Osbourne, do Black Sabbath e David Coverdale, do Whitesnake lamentaram a perda nas redes sociais.

MOTÖRHEAD

motorhead

Lemmy Kilmister foi o fundador, vocalista, baixista e compositor das músicas do Motörhead. Dono de um timbre grave peculiar somado a peso e velocidade, seu som influenciou milhares de bandas ao redor do globo com clássicos como: ‘Ace of Spades’, ‘Killed By Death’, ‘Overkill’, entre outros. Foram ao todo 22 discos de estúdio lançados desde a formação da banda em 1975, além de coletâneas e singles. O vocalista gabava-se dos relacionamentos com milhares de mulheres ao longo de sua vida e de beber uma garrafa de whisky Jack Daniel’s diariamente – excessos que talvez, tenham contribuído significativamente para o agravamento de seus problemas de saúde. Joel McIver, biógrafo da banda e responsável pelo lançamento do livro “A história não contada do Motörhead” classificou sumariamente em texto direcionado exclusivamente ao público brasileiro em 2013: “O Motörhead não é apenas mais uma banda de rock, da mesma forma que Lemmy não é apenas mais um ser humano”. Preciso e cirúrgico, como o som do Motörhead.

Vinicius Martins

Editor da Revista Factual, jornalista em formação, cristão, músico, entusiasta da música e designer gráfico. Gosta de ler, tocar violão, bateria e curtir bons sons. Um apaixonado por Goiânia e seus encantos. Motivado pelo aprendizado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *