Sobre Leonard Cohen: vida e obra do artista
Escritor, poeta e cantor morreu nesta quinta-feira (10), aos 82 anos.

Eu disse em abril deste ano em artigo aqui na Factual, na ocasião da morte de Prince que a genialidade excêntrica da música começou a deixar o mundo. E disse não somente por conta do eterno ‘Purple Rain’, mas de outros grandes que foram inventivos, geniais e autênticos em sua essência e obra. E podemos citar algumas dessas baixas, a exemplo de Lemmy Kilmister (1945-2015), David Bowie (1947-2016), Glenn Frey (1948-2016), Billy Paul (1934-2016) só para exemplificar de forma pragmática. E escrevo este texto em primeira pessoa para referendar o que digo.

Pois bem. Nesta quinta-feira (10), foi a vez de Leonard Cohen, que integra este rol, partir para um plano superior. O artista, poeta e cantor de 82 anos recém-completados faleceu em circunstâncias não divulgadas. A informação foi dada por sua família via comunicado em sua página oficial no Facebook. Há menos de um mês, em 13 de outubro, Cohen lançou seu último trabalho, o disco “You want ir darker”, na residência do cônsul do Canadá. Alguns dias antes, ponderou sobre sua morte: “Estou preparado para morrer”, disse em entrevista ao diretor da revista norte-americana The New Yorker.

Em sua carreira escreveu inúmeros poemas, livros e músicas. Seu primeiro lançamento literário foi em 1956 “Let Us Compare Mythologies”. Na música, se lançou a partir de 1967, com “Songs of Leonard Cohen”.

Eu não sabia quem ele era até os meus 14 anos, quando o conheci por meio de uma música (pasmem) do Nirvana, “Pennyroyal Tea” para ser mais preciso. O trecho diz: “Give me a Leonard Cohen afterworld / So I can sigh eternally”. Traduzindo: “Dê-me um pós-vida como Leonard Cohen / Para que eu possa suspirar eternamente”. Acho que é hora de Kurt Cobain alcançar seu desejo. O mestre Cohen tem em sua capacidade musical, o dom de nos arrancar suspiros, por sua poesia e música – a melodia, o timbre grave e obscuro. Combinação deliciosamente única. E melancólica.

Esta era sua real virtuosidade. E a poética de suas músicas que contraria o status quo do nada de importante a dizer, fica cada vez mais escassa no mundo. Permita-se ouvir alguns exemplos como a talvez, mais famosa “Hallelujah”, “So Long, Marianne”, “In The Secret”, “Dance Me to the End of Love” ou “I’m Your Man” com coração e ouvidos abertos e leitura analítica das letras e compreenderá o que digo, bem como a brilhante mente do poeta e cantor. Recomendo ir além em sua pesquisa e integrar o seleto grupo de fãs e admiradores da obra do artista. Leonard fazia música e poesia como ninguém. E para poucos.

O mundo fica mais pobre com sua partida. Obrigado, mestre Cohen!

Abaixo, o comunicado oficial sobre a morte do cantor.

Vinicius Martins

Editor da Revista Factual, jornalista em formação, cristão, músico, entusiasta da música e designer gráfico. Gosta de ler, tocar violão, bateria e curtir bons sons. Um apaixonado por Goiânia e seus encantos. Motivado pelo aprendizado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *