Temer já admite que reforma da Previdência poderá ser votada somente em 2018
Critério para que o texto seja votado, segundo o presidente é a obtenção de 308 votos favoráveis à reforma

O presidente Michel Temer já acena para a possibilidade de não conseguir votar a reforma da Previdência ainda em 2017. Durante almoço oferecido ao presidente da Macedônia, Gjorge Ivanov, nesta terça-feira (12), no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, Temer conversou com jornalistas e disse que, se os 308 votos necessários para aprovar a reforma forem obtidos, o texto será votado na próxima semana, na Câmara dos Deputados.

Entretanto, caso não haja garantia de votos para a aprovação, a votação ficará para 2018. Segundo Temer, o início das discussões sobre a reforma será na quinta-feira (14) e vai ajudar a esclarecer dúvidas que ainda persistem. “Vamos esperar a discussão. A discussão vai sendo esclarecedora e depois, entre quinta-feira [14] – foi o que o presidente Rodrigo [Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados] estabeleceu e concordamos –, segunda e terça, se verifica. Se tiver os 308 votos, vai a voto agora, caso contrário, se espera em torno de fevereiro e marca-se data em fevereiro”.

Para Temer, a reforma vai favorecer as pessoas mais pobres. “Trabalhadores rurais estão fora, idosos, que chegando aos 65 anos, têm direito ao salário-mínimo, os deficientes estão fora. Reduzimos o tempo de contribuição de 35 para 15 anos, facilitando para os mais pobres”, disse.

Questionado sobre o apoio do PSDB à reforma da Previdência, Temer disse que essa é uma questão do partido e que “todos lá parecem que estão trabalhando para o fechamento de questão”.

Para ser aprovado, o texto da reforma precisa de pelo menos 308 votos favoráveis entre os 513 deputados. O resultado majoritário de dois terços do plenário necessita se repetir em dois turnos.

Com informações da Agência Brasil.

Foto: Agência France Presse.

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Redação

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