A Instituição Não Faliu, Nós que Falhamos

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É isso mesmo, estou falando do casamento! Nestes últimos dias, à margem das crises política e econômica e dos incessantes vídeos de gatos na internet, tenho ouvido/lido burburinhos e máximas modernas sobre a nulidade e a obsolescência programada dos laços matrimoniais.
Sou super a favor de quem opta por uma vida menos dogmatizada e livre dos padrões vigentes e de tudo que consideram ser uma falsa noção de amor fundada no colo de uma sociedade patriarcal machista. É libertário, moderno e válido! Afinal, uma simples olhadela ao redor revela uma miríade de “contratos matrimoniais” malsucedidos e uma pá de outros fadados ao insucesso. E a propaganda da amargura, intrínseca a cada um de nós, que preferimos espraiar a dor ao invés do gozo, ajuda a termos isso como regra.
Sim, é uma merda! Acontece mesmo. E com abominável frequência. Mas eu não diria que a culpa do fracasso esteja no modelo tido como cafona de amantes que se aliançam sobre um “para todo sempre” religioso a la Disney. A instituição nunca faliu, os “sócios” nela é que falham miseravelmente em administrá-la, talvez por deficiências em suas competências transversais ou por simplesmente não estarem prontos para encarar o desafio de viver a dois. Às vezes, por serem picaretas mesmo. Às vezes, por não terem pleno conhecimento do que realmente sentem. E aquela coisa de “Ah! Com o tempo o fogo esfria ou se apaga!” é o atestado da mais insólita das incertezas, a assinatura de uma confissão que diz “Tenho convicção nenhuma”.
Por fim, há os que apedrejam a simples ideia ou menção da palavra e se recusam veementemente a entrar nessa enrascada. Execram, enchem de escárnio e apedrejam os “pobres idiotas” que ainda vivem a inocência de sonhar. Amigos, seu medo do desconhecido não o transforma no Diabo. Há esperança quando exerce-se o poder da vontade, e do amor sob vontade.
Nem toda história de amor é uma infantil estória de amor. Raridade é o que torna algo realmente precioso.

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