Ministério da Saúde lança campanha de incentivo a uso de preservativos durante o Carnaval

0
carnaval-campanha-preservativos-ministerio-da-saude

Existem assuntos que parecem ‘chover no molhado’. Entretanto, toda informação e cuidado ainda são poucos quando trata-se de saúde – especialmente neste período de Carnaval. Devido a isto, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de prevenção para o Carnaval deste ano cujo foco é incentivar o uso de preservativos, principalmente entre os jovens. Trazendo o slogan “No Carnaval, use camisinha e viva essa grande festa!”, as peças publicitárias apresentam um panorama de 260 mil pessoas vivendo com HIV e que ainda não estão em tratamento, e também de 112 mil brasileiros que têm o vírus e não sabem disso. O uso contínuo da camisinha previne, além das infecções sexualmente transmissíveis, como a AIDS, o risco de uma gravidez indesejada.

As informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde em seu portal na internet. A justificativa para que os jovens sejam o foco da campanha é o fato dessa faixa etária ser a que menos usa camisinha. Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas indica queda no uso regular do preservativo entre os que têm de 15 a 24 anos, tanto com parceiros eventuais – de 58,4% em 2004 para 56,6%, em 2013 – como com parceiros fixos – queda de 38,8% em 2004 para 34,2% em 2013.

Quando se trata dos mais novos, a situação é ainda mais preocupante. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), realizada nas escolas de todo o país com adolescentes de 13 a 17 anos, reforça esse cenário: 35,6% dos alunos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual. O percentual das meninas que tiveram relação sem camisinha é de 31,3%, e dos meninos, é ainda maior: 43,02%. O mesmo estudo aponta que, quanto mais jovem, menor é o uso da camisinha. Enquanto 31,8% dos jovens de 16 e 17 anos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual, esse índice sobe para mais de 40% entre os jovens de 13 a 15 anos.

[otw_shortcode_divider margin_top_bottom=”30″ text=”AUMENTO DE CASOS” text_position=”otw-text-center”][/otw_shortcode_divider]

O hábito de não usar camisinha tem impactado diretamente o aumento de casos de HIV e AIDS entre os jovens. No Brasil, a epidemia avança na faixa etária de 20 a 24 anos, na qual a taxa de detecção subiu de 15,6 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para 21,8 casos em 2015. Entre os mais jovens, de 15 a 19 anos, o índice mais que dobrou, passando de 2,8 em 2006 para 5,8 em 2015.

Outra característica preocupante é que, dentre todas as faixas etárias, a adesão ao tratamento nesse grupo é a mais baixa. Apenas 29,2% dos 44 mil jovens identificados no Sistema Único de Saúde (SUS) com a doença estão em tratamento. Os dados mostram que a cobertura cresce à medida que aumenta a idade das pessoas vivendo com HIV e aids. Na faixa de 25 a 34 anos, esse percentual é de 77,5%, mantendo-se superior a 80% em todas as outras faixas etárias até chegar a 84,3% entre os indivíduos acima de 50 anos.

“Intensificamos no Carnaval a campanha de prevenção ao HIV/AIDS, mas distribuímos camisinhas o ano todo. Este ano, estamos apelando especialmente aos jovens que usem camisinha, façam a testagem e, se infectados, busquem tratamento, que é gratuito e o melhor do mundo. E que no carnaval só tenhamos boas lembranças”, alertou o ministro da saúde, Ricardo Barros, no lançamento da campanha de carnaval deste ano em Salvador.

De acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids divulgado no final do ano passado, 827 mil pessoas vivem com o HIV. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes. Isso representa 40,9 mil casos novos, em média, no período de 2010 a 2015.

Confira a campanha produzida pelo Ministério da Saúde para o Carnaval 2017.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui