Maternidade Célia Câmara é inaugurada oficialmente nesta sexta-feira (11)

Prefeito Iris Rezende, governador Ronaldo Caiado e Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmaram presença. Unidade, que já atende gestantes suspeitas ou confirmadas da Covid-19, passará a receber mulheres grávidas que não estejam com a doença

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Fachada do Hospital e Maternidade Célia Câmara. Foto: divulgação/Prefeitura de Goiânia

O Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara (HMMCC) será inaugurado nesta sexta-feira (11), às 10 horas, pelo prefeito Iris Rezende e a secretária de Saúde Fátima Mrué. A solenidade contará ainda com a presença do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e do governador Ronaldo Caiado.

Após funcionar exclusivamente como unidade de saúde referência para tratamento da Covid-19, o HMMCC abre as portas para prestar assistência à saúde da mulher e da criança. De imediato, a unidade já estará apta a receber gestantes, puérperas e mulheres encaminhadas pela Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS).

“O Hospital de Maternidade Municipal Célia Câmara é a maior maternidade pública do país. São 15 mil metros quadrados de área construída, com 176 leitos. A estrutura tem capacidade para realizar de 800 a 1000 partos por mês. É algo fantástico que estamos deixando para as mães de hoje e para as futuras gerações”, comemora o prefeito Iris Rezende.

De acordo com a secretária de Saúde, Fátima Mrué, a infraestrutura e instalações da maternidade seguem padrões internacionais de qualidade que vão auxiliar a mulher em todos os momentos do parto e pós-parto. “O projeto físico e estrutural da maternidade supera as expectativas de um serviço público convencional. Mas o que mais me fascina é o projeto de qualidade e segurança do atendimento que implantamos. Cada canto foi pensado no acolhimento humanizado e acolhedor da paciente”, celebra.

Neste primeiro momento, a ala materno-infantil terá 68 leitos, distribuídos da seguinte forma: 22 de Alojamento Conjunto (ALCON), quartos onde ficam mãe e bebê juntos após o nascimento até receberem alta, seis de enfermaria ginecológica e seis de enfermaria pediátrica; além da Ala de Tratamento Intensivo para bebês e crianças, com 10 leitos de UTI Pediátrica, 10 de UTI Neonatal, nove de UCIN (Unidade de Cuidados Intermediários) e cinco de UCIN Canguru. A unidade oferecerá também, de imediato, exames de imagem como Ultrassom e Tomografia e consultas multiprofissionais para pacientes que forem encaminhadas pela Regulação da SMS.

O espaço destinado a pacientes não-gestantes Covid-19 será mantido com 50 leitos de UTI e 42 de enfermaria. Conforme esclarece o médico Marcelo Cupertino, diretor técnico do HMMCC, a migração completa para maternidade acontecerá “de forma gradual, de acordo com a necessidade apontada pela SMS”.

Histórico

O HMMCC estava previsto para ser inaugurado como maternidade em maio deste ano, quando, devido à pandemia do coronavírus e a necessidade de ampliar o número de leitos com isolamento, a unidade foi aberta dia 6 de abril como referência para tratar pessoas contaminadas com a Covid-19 em Goiânia. Em novembro, sete meses após o início dos atendimentos, a unidade passou a receber também gestantes com suspeita ou confirmação positiva para a doença.

No auge da capacidade de ocupação, o HMMCC ofereceu 85 leitos de UTI e 60 de enfermaria para a população, tendo atendido quase dois mil pacientes com suspeita de Covid-19 no período. Diretor-geral da unidade, José Miguel de Deus destaca os desafios enfrentados e a importância do trabalho de toda equipe – assistencial e de apoio para o bom funcionamento do hospital.

“Estávamos numa expectativa enorme para inaugurarmos o HMMCC na véspera do Dia das Mães deste ano, quando fomos surpreendidos pela pandemia de Covid-19 Precisamos modificar nossa rota e, após três semanas de intenso trabalho e dedicação de muitas pessoas, abrimos os primeiros leitos de UTI para assistir as pessoas com Covid-19. Aproveito, publicamente, para agradecer todas as pessoas que contribuíram com este feito. Sabíamos o tamanho da nossa missão, mas sempre com a convicção que retornaríamos à nossa rota original, que é proporcionar assistência materno infantil à comunidade goianiense”, afirma.

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