Aparecida de Goiânia confirma primeira morte pela variante ômicron do Brasil

Registro ocorreu por meio de sequenciamento genômico. Prevalência da Ômicron na cidade já é de 93,5%. Transmissão comunitária foi declarada há 10 dias

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Foto: Claudivino Antunes/Secom Aparecida

A Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia confirmou na tarde desta quinta-feira (6), por meio de sequenciamento genômico, a primeira morte pela variante ômicron da Covid-19. O registro é o primeiro do Brasil e trata-se de um homem de 68 anos, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arterial, internado em uma unidade hospitalar da cidade. O paciente, que já estava vacinado com três doses, era contactante de um caso que a pasta já havia confirmado como infecção pela variante.

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A confirmação do primeiro óbito ocorre exatamente dez dias após a declaração de transmissão comunitária na cidade. A detecção foi possível graças ao Programa Municipal de Sequenciamento Genômico que tem feito a análise de amostras positivas de RT-PCR coletadas no município para mapear a informação genética e identificar as variantes do SARS-CoV-2 (novo coronavírus) em circulação.

Até o momento, 2.386 sequenciamentos já foram realizados na cidade, que já confirmou 55 casos de Ômicron. A prevalência da variante alcançou a casa dos 93,5%.

O secretário de Saúde, Alessandro Magalhães afirma que o avanço da variante Ômicron já foi percebido em todas as partes do mundo e que aqui não será diferente: “Na semana epidemiológica 48, de 2021, a prevalência da variante delta era 100%. Já na semana 52, última do ano, alcançamos 93,5%. Esse dado confirma a rapidez da disseminação da ômicron, identificada pela primeira vez na África do Sul. Mas, ainda é muito recente para que possamos analisar dados como letalidade e taxas de agravamento”, ressaltou.

O gestor destacou que Aparecida segue monitorando cuidadosamente a situação, atenta a quaisquer alterações no cenário da pandemia: “Nossa estratégia permanece aquela indicada pela OMS: testar, monitorar, cuidar e vacinar”.

Alessandro Magalhães explica que a vacinação é muito importante porque reduz as chances de complicações e óbitos, mas que deve estar acompanhada do uso da máscara, da correta higiene das mãos e do distanciamento social sempre que possível. “Nós perdemos um paciente vacinado, mas que tinha problemas crônicos de saúde, que são importantes fatores de risco da Covid-19. Infelizmente, ele não resistiu. Uma vida perdida em meio a milhares salvas pela imunização”, afirmou.


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