A (falta de) expectativa para as Olimpíadas Rio 2016

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olimpiadas-rio-2016
Foto. divulgação.

Dos dias 5 a 21 de Agosto serão realizadas no Rio de Janeiro as tradicionais e históricas Olimpíadas. Esta competição se iniciou por volta do Século VIII a.C. na Grécia, mais especificamente na cidade de Olímpia (daí o nome “Olimpíadas”). Na atualidade, o torneio é realizado de dois em dois anos, alternando-se em Jogos Olímpicos de Verão e Inverno, e sendo sediado por países no mundo inteiro.

Passada a descrição técnica, vamos para a dramática realidade que nos aguarda durante este período. Serão 17 dias em que os olhos do mundo estarão voltados para o nosso país, muito mais do que já têm estado. Apesar de ter a confiança de que o Brasil pode fazer desta, uma linda competição, a pergunta que me incomoda é: o que ainda temos a oferecer para nós mesmos e para o mundo? Há alguns anos, estaríamos tranquilos de que esta seria uma oportunidade perfeita para que o mundo visse as belezas das nossas cidades, nossa hospitalidade, o futebol que encantava a todos e um país do qual tínhamos o prazer de chamar de pátria amada. É claro que ainda amamos o nosso país e que algum resquício de patriotismo ainda nos resta, mas todas estas qualidades anteriormente citadas têm sido substituídas por defeitos que até o mais patriota teria vergonha de listar. Estes não são, nem de longe, os melhores anos para sediarmos competições de nenhum porte, seja Copa das Confederações, Copa do Mundo ou Olimpíadas. O Brasil enfrenta a pior crise política de sua história, a infra-estrutura das cidades e das estradas está em ruínas, os índices de criminalidade e desemprego estão nas alturas, não temos hospitais para atender os brasileiros (quem dirá estrangeiros), e tantos outros problemas que me tomariam horas para serem descritos. Seria no mínimo engraçado, se o alvo de infinitas piadas criadas por comunicadores do mundo inteiro não fôssemos nós.

Vila Olímpica no Rio de Janeiro. O reduto da nossa vergonha frente à comunidade internacional. Foto: divulgação.
Vila Olímpica no Rio de Janeiro. O reduto da nossa vergonha frente à comunidade internacional. Foto: divulgação.

Somos conhecidos por sermos o país do futebol, e talvez o menor dos nossos problemas fosse a estruturação de uma seleção que não apresenta resultados nem entrosamento, mas não é este o caso. Há tempos que o povo brasileiro não acredita mais naquilo que era uma das suas únicas fontes de alegria, e que culminou naquele fatídico 7 x 1 contra a Alemanha na Copa do Mundo de 2014. Como diria nosso ilustríssimo (percebam aqui uma pitada de ironia) ex-presidente Lula: “Nunca na história deste país” se viram tantas chacotas provenientes do mundo inteiro em nossa direção. Além dos decadentes: economia, saúde, infra-estrutura, segurança, educação, futebol, entre outros, agora o Brasil é ridiculamente conhecido pela sua Vila Olímpica que não consegue ter boas condições para abrigar delegações estrangeiras. Apontada por ser uma das piores da história, a Vila Olímpica do Rio de Janeiro já foi recusada pelas seleções da Suécia e da Austrália por apresentar problemas nas instalações de água, esgoto e eletricidade nos alojamentos dos atletas. Em uma análise dos ânimos mundiais altamente exaltados e na fragilidade de todas(!) as áreas públicas e privadas do Brasil, creio que mesmo que façamos uma competição brilhante (o que é pouco provável), não vamos conseguir esconder os inúmeros problemas existentes no país, e muito menos voltar a dar alegrias para o nosso povo. Ainda falta um longo caminho a ser percorrido para que voltemos a ter esperanças em um país melhor, no qual nossa maior preocupação sejam medalhas no esporte.

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