Aparecida de Goiânia celebra 56 anos de emancipação política

Ascensão econômica e investimentos públicos transformaram a cidade ao longo de cinco décadas

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Vista aérea da cidade de Aparecida de Goiânia, nas proximidades da avenida Rio Verde. Foto: Jhonney Macena.

Poucos sabem que Aparecida possui apenas 56 anos de existência como município. Isso porque tradicionalmente os moradores celebram a origem da cidade na data em que foi erguida a cruz de aroeira em devoção à Nossa Senhora Aparecida, na Praça Matriz, em 11 de maio de 1922. Mas foi somente depois de 41 anos, que o município conseguiu sua emancipação política. A emancipação comemorada nesta quinta-feira (14), foi assegurada pela Lei Estadual n. 4.927, de 14 de novembro de 1963, sancionada pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, que elevou o então distrito à categoria de município.

A partir de então a cidade começou seu desenvolvimento, adquirindo com o tempo sua economia regional e hoje é a segunda maior cidade do Estado de Goiás, com cerca de 600 mil habitantes, sendo a 17ª maior cidade do país, entre os 25 municípios brasileiros com população com mais de meio milhão de habitantes, exceto capitais. Neste período, 16 prefeitos administraram a cidade. “Me sinto honrado e feliz em fazer parte da construção e do desenvolvimento de Aparecida que deixou de ser dormitório e hoje é um dos grandes polos econômicos de Goiás”, pontuou o prefeito Gustavo Mendanha.

Entre os destaques estão as obras de mobilidade urbana como os quatro eixos estruturantes implantados na cidade, como o ENS 01 – uma via de 13 km que interliga os bairros da região Leste chegando ao Centro da cidade; o ENS 03 – que interliga o Centro e Avenida São Paulo; ENS 04 – que interliga a Avenida São Paulo ao Anel Viário; e o ENS05 – que é uma elipse que interliga bairros importantes da região Norte como Bairro Cardoso, Helvécia, Bairro Hilda e Cidade Vera Cruz, além do Eixo Leste Oeste, que são mais de 17 km de vias, interligando o Polo Industrial Vice-presidente José Alencar ao setor Garavelo, passando pelo Centro, Bairro Independência, Cidade Livre, Jardim Tiradentes e Tropical. Este eixo possui ainda ciclovia e ciclofaixa, que são faixas exclusivas para ciclistas.

“Outro investimento importante de mobilidade foi a construção do Viaduto vereador João Antônio Borges, inaugurado neste ano. O viaduto fica no cruzamento da Avenida São Paulo com as avenidas Tapajós e Rudá, na Vila Brasília, e proporciona maior trafegabilidade para cerca de 100 mil pessoas, entre motoristas, ciclistas e pedestres. Também dentro das obras de melhoria da mobilidade urbana, a Prefeitura de Aparecida está com 11 frentes de pavimentação asfáltica, faltando apenas 30% do total de 249 setores para completar o déficit no município”, afirmou Gustavo.

Saúde – Um dos investimentos mais importantes é o Hospital Municipal de Aparecida, inaugurado em dezembro de 2018. Em funcionamento, por etapas, a unidade atende hoje a população de Aparecida e de outros 50 municípios da região Centro-Sul do Estado, com 230 leitos, sendo 30 UTIs, 20 leitos destinados à urgência e 180 apartamentos. Quando estiver em completo funcionamento, o hospital terá capacidade para realizar, mensalmente, cerca de 1,2 mil atendimentos de urgência e emergência, mais de 900 internações, 11 mil atendimentos ambulatoriais e 25 mil exames. Serão oferecidas, ainda, cirurgias geral, pediátrica, ortopédica, cardíaca e urológica. Na contramão do déficit de UTI pediátrica, o Hospital inaugurou em maio deste ano a ala infantil. Atualmente o HMAP está com pouco mais de 80% de taxa de ocupação, e até o fim do ano a unidade atenderá em sua capacidade máxima.

Educação – Na Educação a gestão foca na qualificação dos profissionais que atuam diretamente com as crianças e adolescentes nas 90 unidades da rede de ensino municipal, contando escolas e CMEIs. Para este ano está previsto o início das obras de reformas das escolas municipais e com isso dar mais qualidade no ensino-aprendizagem para os estudantes. A prefeitura atua ainda, junto ao Ministério da Educação, por meio do FNDE, para a liberação de recursos para a construção de quase 15 novos Cmeis que vão diminuir o déficit de vagas. Além disso, está no planejamento expandir o ensino de Robótica para as escolas municipais, transformando a vida dos estudantes com inovação e tecnologia.

Cidade Inteligente

Viver em uma cidade inteligente é ter a oportunidade de ter todos os serviços de forma prática, acessível e sustentável, e participar de iniciativas voltadas a integração. É uma cidade que você tem tudo ao seu redor, pois ela oferece equilíbrio entre áreas verdes, empresas, casas e comércios. Tudo isso associado com um planejamento de soluções urbanas inteligentes, moderno e inovador. Além de atender necessidades estruturais, como fluidez no trânsito, acessibilidade, mobilidade, etc.

O projeto Cidade Inteligente está em fase de implantação e visa tornar o município mais conectado. Com investimentos iniciais no valor de R$ 55 milhões, o projeto, marca, segundo o prefeito Gustavo Mendanha, um novo modelo de governança e já ganhou prêmios nacionais e internacionais. A ideia da gestão é integrar todos os setores da administração e da sociedade, permitindo maior controle e melhoria na tomada de decisões, facilitando a vida das pessoas em vários níveis, pensando na modernidade e no futuro das próximas gerações.

Faz parte do Cidade Inteligente, o Cidade Digital, que abrange quatro ações principais: a instalação de 540 km de fibra óptica, a ampliação do videomonitoramento da cidade com aquisição de 600 câmeras com olhos de águia – com reconhecimento facial e de placas de veículos -, implantação de 200 pontos de acesso livre e gratuito à Internet e contratação de um data center próprio para o controle de gastos públicos.

Para isso, é necessário usar tecnologias avançadas para otimizar o consumo de recursos, gerar desenvolvimento e melhorar a eficiência dos serviços públicos disponibilizados. “Uma cidade inteligente é aquela busca colocar as pessoas ao centro de tudo, fazendo com que elas interajam com as inovações tecnológicas, proporcionando a elas soluções urbanas e serviços públicos com maior eficiência e rapidez”, sublinha Gustavo Mendanha.

Desenvolvimento econômico

Pólo Empresarial Goiás, localizado em Aparecida de Goiânia. Foto: Arquivo/Secom.

Aparecida de Goiânia buscou sua base econômica na industrialização. Na década de 90, este processo começou de forma mais intensa e a criação de polos empresariais e industriais. Atualmente a cidade conta com sete polos, sendo eles o Polo Empresarial Goiás (complexo de comércio e de serviços); Polo Industrial Vice-presidente José Alencar; Pólo Empresarial Goiás; Distrito Municipal Agroindustrial de Aparecida de Goiânia (DIMAG), o Distrito Industrial de Aparecida de Goiânia (DAIAG), Polo de Reciclagem e o All Park Empresarial (privado). E há ainda cinco em processo de projeto como o Polo de Micro e Pequenas Empresas (municipal); Global Park (privado); Aparecida Business Log (ABL – privado); o Complexo Logístico, Industrial e Alfandegário (CLIA – privado); e o Complexo Empresarial Metropolitano (CEM – estadual).

Hoje o município conta com aproximadamente 48 mil empresas ativas (CNPJs), sendo 26 mil comércios, 17 mil empresas de serviços e 4.500 indústrias. Nos últimos quatro anos, houve um crescimento de 15 mil novas empresas na cidade. Aparecida se tornou uma cidade industrial e universitária, e conta com nove instituições de ensino superior, como a Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), a Faculdade Suldamérica, Faculdade Alfredo Nasser (Unifan), Faculdade Nossa Senhora Aparecida (Fanap), Universidade de Rio Verde – campus Aparecida (UNIRV), FacCidade, Faculdade Padrão, além das escolas tecnológicas como SESI/SENAI/SENAC e Instituto Federal de Goiás.

Cidade centenária

Paróquia e Santuário Nossa Senhora Aparecida, situada na Praça Matriz, no Setor Central de Aparecida de Goiânia. Foto: Claudivino Antunes.

Para celebrar os 100 anos de fundação de Aparecida, em 11 maio de 2022, um projeto da Prefeitura de Aparecida propõe a requalificação de toda a cidade tendo como início o Centro Histórico, por meio de ações e intervenções estruturais que buscam resgatar o legado de fundação do município. A ideia é fazer do Centro de Aparecida um local de avidez cultural, de compras, de convivência e de familiaridade. Além do aspecto de revitalização da região, o projeto em fase de estudo pretende, inicialmente, planejar a cidade para os seus próximos 30 anos. “Já estamos sonhando a Aparecida do futuro que queremos. É hora de pensar, programar, traçar projetos, ideias, e agendar a tomada de decisões. Queremos nos tornar a cidade das startups, que realmente sonha e pensa a modernidade e o futuro”, finalizou Gustavo Mendanha.

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