Anápolis suspende atividades não essenciais por dez dias a partir desta sexta-feira (5)

Medidas estarão em vigor até as 6 horas da manhã do dia 15 de março e tem o objetivo de evitar um colapso no sistema de saúde da cidade

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Prefeito Roberto Naves. Foto: divulgação/Prefeitura de Anápolis

A Prefeitura de Anápolis publicou nesta quinta-feira (4), decreto excepcional que suspende atividades não essenciais durante dez dias. A medida tem o objetivo de conter a circulação de pessoas e frear a velocidade de transmissão da Covid-19, além de evitar um colapso no sistema de saúde da cidade.

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O novo decreto foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do Município e passa a vigorar das 19 horas desta sexta-feira até as 6 horas da manhã do dia 15 de março.

Anápolis tem apresentado aumento do agravamento no quadro de pacientes em idade abaixo dos 60 anos. Na última semana, foi registrado crescimento de 35% na taxa de ocupação de leitos de UTI e de 58% de enfermaria. No período, houve aumento de 325% das internações de pessoas nessa faixa etária.

“Pacientes mais jovens estão tendo quadro de agravamento”, disse o prefeito Roberto Naves durante a coletiva em que anunciou as medidas. A atual oferta de leitos exclusivos para moradores de Anápolis é de 60 em UTI e 87 em enfermaria.

“Os médicos entendem que se nada for feito agora, dentro de poucos dias a nossa rede vai colapsar e nós teríamos que ver pessoas perderem suas vidas sem receberem o tratamento adequado. São 10 dias de esforços coletivos para salvar centenas de vidas”, afirmou Roberto Naves.

A decisão sobre o decreto foi tomada pela comissão de técnicos da Secretaria Municipal de Saúde que acompanham diariamente o panorama da Covid-19 no município.

Confira as atividades que podem continuar funcionando normalmente:

  • Atendimento de urgência e emergência;
  • Unidades de hematologia e hemoterapia;
  • Unidades de oncologia, neurocirurgia, neurologia, intervencionista, pré-natal, terapia renal substitutiva, psiquiatria e reabilitação;
  • Atendimento à urgências e emergências odontológicas;
  • Farmácias e drogarias;
  • Clínicas de Vacinação;
  • Clínicas de imagem;
  • Serviços de testagem para Covid-19;
  • Laboratórios de análises clínicas;
  • Cemitérios e Funerárias;
  • Distribuidores e revendedores de gás e de combustíveis;
  • Supermercados, hipermercados e mercearias;
  • Distribuidora de água;
  • Açougues e peixarias;
  • Laticínios e frios;
  • Frutarias e verduras;
  • Panificadoras, padarias e confeitarias; sendo estas somente para retirada no local ou modalidade delivery;
  • Hospitais veterinários e clínicas veterinárias, somente para urgências e emergências;
  • Estabelecimentos comerciais que atuem na venda de produtos agropecuários, apenas na modalidade delivery;
  • Agências bancárias e casas lotéricas, conforme disposição na legislação federal;
  • Estabelecimentos industriais de bens relacionados à saúde, higiene e a alimentação humana;
  • Estabelecimentos industriais de bens relacionados à saúde, higiene e a alimentação animal;
  • Estabelecimentos industriais de insumos e/ou produtos para as atividades de agricultura e de pecuária;
  • Estabelecimentos de indústrias de automobilismo, devendo funcionar com a capacidade máxima de até 30% (trinta por cento);
  • Serviços de call center, restritos às áreas de segurança, alimentação, saúde, telecomunicação e de utilidade pública;
  • Segurança pública e privada;
  • Empresas privadas de transporte, incluindo as de aplicativos, táxis, transportadoras, motoboy e delivery;
  • Empresas de saneamento, energia elétrica e comunicação;
  • Empresas que atuam como veículo de comunicação;
  • Hotéis e pousadas, apenas com o limite de capacidade de até 50% (cinquenta por cento);
  • Estabelecimentos que estejam produzindo, exclusivamente, equipamentos e insumos para auxílio no combate à pandemia da Covid-19;
  • Assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;
  • O suporte, a manutenção e o fornecimento de insumos necessários à continuidade dos serviços e obras públicas da indústria de alimentos e da indústria farmacêutica; e as obras privadas relacionadas à área da saúde;
  • Restaurantes, lanchonetes e similares, apenas na modalidade delivery, com entregas ao destino do consumidor até a 00h00min;
  • Restaurantes e lanchonetes localizadas as margens da rodovia, que estejam no perímetro territorial do município de Anápolis/GO, poderão utilizar mesas e cadeiras no limite máximo de até 30% (trinta por cento) de sua capacidade de pessoas sentadas;
  • Oficinas mecânicas e borracharias situadas às margens da rodovia, que estejam no perímetro territorial do município de Anápolis/GO;
  • Autopeças, exclusivamente na modalidade delivery, mantendo-se presencialmente o quantitativo de até 30% (trinta por cento) dos funcionários;
  • Cartórios extrajudiciais, desde que observadas as normas editadas pela Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Goiás;
  • Serviços de: coleta, varrição, tratamento de lixo urbano, tapa-buraco, iluminação pública, jardinagem, manutenção e conservação do patrimônio público.

Leia a íntegra do decreto aqui.

Situação da pandemia em Anápolis

Até a noite desta quinta-feira, Anápolis tem 24.516 casos confirmados de Covid-19, de acordo com dados do informe epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA). Conforme o levantamento, 516 pessoas morreram por causa da doença na cidade.

Do quantitativo de pessoas infectadas, 22.104 já se recuperaram. 116 pacientes seguem internados e 1.768 estão em isolamento. Foram confirmados 205 casos nas últimas 24 horas.

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