Museu Zoroastro Artiaga, em Goiânia, completa 74 anos

O primeiro Museu de Goiás é uma referência da história do nosso Estado

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Foto: Marina Adorjan/divulgação/Secult Goiás

Neste mês de fevereiro, o Museu Goiano Professor Zoroastro Artiaga completa 74 anos. Primeiro Museu do Estado de Goiás, o Muza, como é carinhosamente apelidado, foi fundado em estilo art déco, no interior da Praça Cívica, em Goiânia, e preserva um acervo diverso inteiramente relacionado à Região Centro-Oeste, suas riquezas naturais e história. Anualmente, mais de 16 mil visitantes passam pelo Museu Zoroastro Artiaga.

O museu é uma referência da história de Goiás. Seu acervo reflete aspectos da diversidade da cultura material e imaterial do Estado de Goiás. “O Muza tem um acervo incrível de história, geopolítica, paisagem natural e diversos aspectos de ocupação e transformação do território goiano. Vale muito à pena o passeio”, comenta o secretário Adriano Baldy.

Atualmente, os circuitos do Muza descrevem a riqueza da história de Goiás e sua formação geopolítica. As seções do museu conservam peças que contam a história arqueológica, etnográfica e cultural de Goiás, com rochas e minerais característicos da região, artefatos pré-coloniais, vestígios de organismos pré-históricos, peças históricas de povos indígenas do território goiano, materiais que representam a arte popular e folclore goiano, peças de arte sacra que chegaram a Goiás no século XVII e até mesmo peças de diversos períodos da imprensa goiana.

O Museu Zoroastro Artiaga conta com as salas especiais dos governadores e de seu primeiro diretor, Zoroastro Artiaga, além de auditório com 90 lugares, laboratório de restauração, reserva técnica e a Biblioteca Regina Lacerda, especializada na história de Goiás.

O Muza está aberto à visitação de terça a domingo, das 8 às 18 horas, com entrada gratuita.

História

A história do Museu Goiano Professor Zoroastro Artiaga começou, oficialmente, no dia 6 de fevereiro de 1946, quando foi assinado o decreto – Lei nº 383 para a criação do primeiro Museu Estadual de Goiás. A comissão organizadora do Museu reunia a comunidade intelectual de Goiás.

Foram definidos os segmentos de exposição em: a parte histórica; parte econômica; e parte turística. O grupo de organização do museu trabalhou em várias frentes: geologia mineral, fauna, arqueologia, documentária, arquitetura, química, indústria manufaturada, fósseis, flora, agricultura, pecuária, antropologia e indígenas de Goiás.

Documentos da década de 1940, arquivados no Arquivo Histórico Estadual, registram a comunicação entre governantes de Goiânia e dos municípios, em que se faziam pedidos de doação. Pedia-se materiais característicos das regiões, minérios, metais preciosos, artefatos, flora, fauna, produtos agrícolas, manufaturas e objetos de curiosidades, como doação, para a elaboração do acervo do Museu Estadual. O acervo da Mostra Permanente de Goiânia foi composto por peças compradas, doadas e coletadas.

A inauguração, em julho de 1946, foi marcada pela abertura da Exposição Permanente de Goiânia, composta por mostruários variados de produtos econômicos de Goiás, objetos de arte, documentários histórico-social do oeste brasileiro.

Apenas em 1965, o Museu Estadual de Goiás passou a ser chamado pelo nome atual, em homenagem ao pesquisador e professor Zoroastro Artiaga, o primeiro diretor. Nascido em 1891, na cidade de Itaberaí, Zoroastro foi uma importante persona na historiografia goiana.

Ele se formou em direito, mas atuou como jornalista e fez vários cursos especiais sobre geologia, mineralogia, paleontologia, história natural, estatística, geografia, economia, entre outros. A gestão administrativa do Muza ficou sob o comando de Zoroastro Artiaga nos primeiros 11 anos, entre 1946 e 1957.

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