Prepare o bolso: energia elétrica em Goiás terá reajuste médio de 18,54% nesta segunda-feira (22)

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Enel

A população goiana recebeu uma notícia um tanto desagradável na última terça-feira (16). É que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a revisão tarifária da Enel Distribuição Goiás. Segundo a empresa, o reajuste para consumidores de baixa tensão, em sua maioria clientes residenciais, foi de 15,31%, e para os clientes de média e alta tensão, em geral indústrias e grandes comércios, o índice aprovado foi de 26,52%.

O reajuste médio será de 18,54% e passa a vigorar a partir da próxima segunda-feira (22). Procurada pela reportagem da Factual, a Enel informou que o aumento aprovado pela Aneel se encontra em patamar similar aos últimos reajustes de todas as 54 distribuidoras do Brasil aprovados pelo órgão regulador. Disse ainda que, mesmo após o reajuste, a tarifa da companhia se enquadra na média das demais tarifas do País.

De acordo com a empresa, a compra de energia foi impactada pelos elevados custos de geração de energia no Brasil – uma vez que os reservatórios das hidrelétricas continuam baixos -, além da elevação do custo de energia da usina de Itaipu, em função do aumento da variação cambial. Já o aumento dos encargos setoriais deve-se a maiores despesas e subsídios embutidos na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – fundo administrado pelo Governo para custear alguns subsídios às tarifas.

Como é feita a cobrança

As tarifas de energia são definidas pela Aneel com base em leis e regulamentos federais cujos custos não são de responsabilidade da Enel Distribuição Goiás. É o caso dos impostos, encargos setoriais, custos de geração e transmissão de energia. Estes valores são arrecadados pela distribuidora, por meio da tarifa de energia, e repassados integralmente às empresas de geração, transmissão e ao Governo Federal. Do percentual médio aprovado pela agência reguladora, mais de dois terços são custos que não são de responsabilidade da concessionária.

A companhia alega que, de uma conta de R$ 100, fica com apenas R$ 17,20 para o custeio da operação, expansão e manutenção da rede de energia, além de sustentar o volume de investimentos que vem realizando no Estado de Goiás.

Realizada a cada cinco anos, como estabelecido na regulamentação, a revisão tarifária visa estabelecer o equilíbrio econômico-financeiro da concessão, além de considerar na definição da tarifa os custos de geração da energia, os de transporte até o consumidor (transmissão e distribuição) e os encargos setoriais.

Confira no infográfico, a seguir a composição da conta de energia após aprovação da revisão tarifária:

Foto de capa: reprodução/internet.

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