Paralisação de motoristas do transporte coletivo em Goiânia continua neste fim de semana; empresas buscam solução

Representantes de concessionárias que operam o serviço e órgãos ligados ao setor do transporte coletivo se reuniram durante o fim de semana, mas ainda não chegaram a um acordo

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Foto: Vinicius Martins/Revista Factual

A paralisação de motoristas do transporte coletivo em Goiânia, que ocorre desde a manhã de sábado (19), continua sem solução até o momento. Na manhã deste domingo (20), foi realizada uma reunião entre o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano e Passageiros da Região Metropolitana de Goiânia (SET), representantes das empresas Cootego, HP Transportes, Rápido Araguaia e Viação Reunidas e a Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC), em busca de uma saída que garanta a manutenção da operação da Rede Metropolitana do Transporte Coletivo (RMTC).

No momento, apenas as linhas da Metrobus, a exemplo do Eixo Anhanguera, seguem em operação. A categoria decidiu pela paralisação em virtude do atraso no pagamento do restante dos salários de novembro que estão atrasados, além da quitação do 13º salário que as empresas propuseram ao sindicato dos trabalhadores parcelar. Não houve acordo. O setor alega ainda falta de segurança se haverá recursos para o pagamento dos salários de dezembro das concessionárias que fazem parte do sistema.

Procurada pela Factual, a CMTC informou, por meio de nota que, como órgão gestor do sistema de transporte público coletivo, realizou no fim de semana várias reuniões com representantes da Prefeitura de Goiânia e das empresas que operam o transporte público coletivo em Goiânia e Região Metropolitana, visando solução à crise instalada no serviço. Segundo o órgão, o presidente da CMTC, Benjamin Kennedy Machado da Costa, o diretor Técnico da CMTC Murilo Ulhôa, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), Adriano Oliveira e representantes das operadoras participaram das tratativas.

Propostas

A CMTC informou ainda que levou a proposta da Prefeitura de Goiânia de repassar aproximadamente R$ 1,8 milhão às empresas. O aporte financeiro já valeria a partir de dezembro e para os meses seguintes, de janeiro a junho. Após o período, a próxima administração faria o repasse de uma parcela do déficit operacional mensal das empresas, o qual possui valores variados.

De acordo com a nota, a nova administração aceitou fazer o repasse mas não houve acordo por parte das empresas, que entendem que a atual gestão deve também assumir o custo do déficit, acumulado desde abril de 2020. Ao final da reunião, ficou acertado que as empresas buscariam meios para que o serviço de transporte volte a operar nesta segunda-feira (21), sem prejuízo aos usuários. Uma nova rodada de negociações será iniciada com a nova gestão municipal de Goiânia e demais municípios a partir de 1º de janeiro de 2021.

O SET, por sua vez, diz que a proposta apresentada pelo poder público é ilegítima. Em nota divulgada pela RMTC, o órgão afirma que as empresas fizeram uma única reivindicação à Prefeitura, para que fizesse a adesão ao Plano Emergencial do Governo de Goiás ou que apresentasse um plano emergencial substituto, determinado na ação movida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), visando assegurar a manutenção da prestação do serviço de transporte público.

“Só temos um pleito, o cumprimento da ação judicial que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) recentemente”, disse o presidente do SET, Adriano Oliveira.

Quanto aos trabalhadores, o SET afirmou que as empresas terão uma reunião com seus funcionários na tarde deste domingo, quando devem apresentar uma proposta de composição para que o movimento possa ser suspenso já nesta segunda-feira.

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