Reconstrução do Museu da Língua Portuguesa: Acervo Virtual será recuperado

0

O Brasil ficou estarrecido com o incêndio que acometeu o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, na tarde da última segunda-feira, 21. A notícia provocou a comoção de todo o país, dadas as grandes proporções do ocorrido que, além de destruir o Museu, acabou por vitimar o bombeiro Ronaldo Pereira da Cruz, que teve uma parada cardiorrespiratória e morreu enquanto trabalhava na tentativa de controlar as chamas.

Apesar das notícias ruins, há uma boa nova para consolar os desolados. O Museu será inteiramente reconstruído. Isto se deve ao fato de que seu acervo perdido era virtual, sendo possível sua recuperação através de backups e arquivos. Em nota publicada no portal do próprio Museu, o estabelecimento reforça que cumpria normalmente com todas as rotinas de segurança exigidas e contava com seguro contra incêndio. Segundo relatos de um funcionário, o fogo pode ter sido causado por um curto-circuito iniciado na troca de uma luminária. Já a nota informa que ainda são aguardadas informações da perícia sobre as causas do incidente.

O Museu da Língua Portuguesa abrigava a exposição do etnógrafo, pesquisador, folclorista e escritor norte-rio-grandense, Câmara Cascudo, no dia do incêndio. No entanto, a nota assegura que não havia peças originais do artista em exibição no local, apenas réplicas e elementos museográficos.

museu-da-lingua-portuguesa-sao-paulo
Museu da Língua Portuguesa antes do incêndio. Foto: divulgação.

O texto informa que o Museu, assim como língua portuguesa, permanecerá vivo e dinâmico. E que enquanto o edifício estiver sendo reconstruído, outras maneiras de dar continuidade às atividades culturais serão encontradas.

O Museu da Língua Portuguesa foi inaugurado em 21 de março de 2006 e funciona no Prédio da Estação da Luz, da CPTM. No período em atividade, já recebeu exposições de grandes nomes da literatura brasileira, como Machado de Assis, Clarice Lispector, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Rubem Braga e da goiana Cora Coralina entre outros.

Clique aqui para ler a nota na íntegra.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui