503 mulheres sofreram agressão física a cada hora no Brasil, diz pesquisa

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O Instituto Datafolha publicou uma pesquisa na manhã desta quarta-feira (08), Dia Internacional da Mulher, feita a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados revelam que uma a cada três brasileiras com 16 anos ou mais foi vítima de violência nos últimos 12 meses.

A pesquisa, intitulada “Visível e invisível: A vitimização da mulher no Brasil” aponta que essas mulheres foram espancadas, xingadas, ameaçadas, agarradas, perseguidas, esfaqueadas, empurradas ou chutadas. As entrevistas contaram com a participação de mulheres de todo o país. 29% do público abordado pelo estudo disse ter sofrido violência física, verbal ou psicológica no último ano.

Os dados atestam que 503 mulheres foram vítimas de agressão física a cada hora no Brasil e que 66% dos brasileiros presenciaram uma mulher sendo agredida física ou verbalmente nos últimos 12 meses.

Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirmou em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo que “os resultados da pesquisa mostram que a violência faz parte da gramática dos relacionamentos no país e que é algo socialmente tolerado”.

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De acordo com a pesquisa, financiada pelo governo do Canadá e pelo Instituto Avon, em 61% dos relatos, o agressor era conhecido da vítima. As agressões ocorreram principalmente em casa (43%) e nas ruas (39%). No trabalho (5%) e balada (5%) também houve registros. Os casos são mais frequentes entre mulheres na faixa de 16 a 24 anos, 45% das vítimas.

A socióloga Wânia Pasinato, consultora especializada em violência contra a mulher explica que “A mulher mais jovem tem tido mais acesso a informação e já reconhece determinados gestos, como beijo forçado ou assédio no transporte público, como formas de violência que vão além do bater ou agredir fisicamente”.

O estudo apontou ainda que 52% das mulheres que relataram agressões não tomaram nenhuma providência, 48% tiveram alguma atitude, 13% procuraram ajuda da família, 12% procuraram apoio dos amigos e 5% procuraram a igreja que frequentam. Somente 11% foram a uma delegacia da mulher, enquanto 10% denunciaram a agressão em uma delegacia comum.

* Com informações da Folha de S.Paulo.

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