Em entrevista à Folha, Bolsonaro garante: se eleito presidente, nomeará ministério 50% militar

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O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) concedeu entrevista polêmica ao jornal Folha de S. Paulo publicada na manhã desta segunda-feira (09). Falando em medidas que tomará caso chegue à Presidência da República, ele afirmou que: “violência não é combatida com amor, mas com porrada”. Disse ainda que, caso chegue a ser presidente, nomeará militares em metade dos ministérios: “Se eu chegar lá um dia, vou botar militares em metade dos ministérios, gente igual a mim. Ele [Temer] está botando gente igual a ele. Quer que eu continue? Acho que não precisa.”

Segundo Bolsonaro, o desempenho que obteve nas pesquisas presidenciais se deve ao seu discurso de defesa da violência como meio para combater a violência – o político tem 9% das intenções de voto de acordo com pesquisa do Instituto Datafolha. O deputado falou também que não terá limites ditados pela imprensa ou pelo Supremo Tribunal Federal. Quando questionado pelo fato de ser réu por incitação ao crime de estupro e injúria, ele foi incisivo: “Não vou discutir. Não é a imprensa nem o Supremo que vão falar o que é limite pra mim. Vão catar coquinho, não vou arredar em nada, não me arrependo de nada que falei.”

Jair Bolsonaro também não poupou críticas ao governo Temer, a Fernando Henrique Cardoso e a Lula. Perguntado se admira FHC, ele respondeu que o ex-Presidente  está para ganhar o título de princesa Isabel da maconha, porque quer liberar as drogas no Brasil. Quando a pergunta a respeito de admiração foi sobre Lula, Bolsonaro completou: “Pelo amor de Deus, não vou nem responder [risos].”

Sobre a economia no governo Temer, o deputado avaliou: “A âncora da inflação é a perda de poder aquisitivo, não tem mérito do governo. A legislação trabalhista é completamente madrasta para quem quer empregar. Segundo os empresários, não segundo Bolsonaro, o trabalhador vai ter de decidir: menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego.” Sobre a reforma da Previdência, ele respondeu que é “completamente contra. É um remendo de aço numa calça podre. Está muito forte a proposta dele.” Sobre o cenário político do governo atual, Bolsonaro frisou: “Está fazendo tudo para se manter vivo, só isso. Não vou ajudar a desestabilizar, mas não votar tudo o que ele quer. Meu voto não é comprado.”

Bolsonaro determinou que um assessor filmasse a entrevista para evitar “deturpações”.

* Com informações da Folha de S. Paulo. Clique para ler a entrevista na íntegra.

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