Morre aos 90 anos, Fidel Castro, ex-presidente de Cuba

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O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro morreu na madrugada deste sábado (26), aos 90 anos, em Havana, capital do país. A informação foi dada pelo seu irmão, Raúl Castro, em pronunciamento na tv cubana. “Com profunda dor, compareço aqui para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro de 2016, às 10h29 da noite (1h29 de sábado, no horário de Brasília) faleceu o comandante e chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz”.

Fidel Castro esteve à frente de Cuba por 47 anos ininterruptos até abandonar o poder em 2006, devido a problemas de saúde. Deixou o comando definitivamente em 2008, sendo substituído por Raúl Castro, seu irmão. Nos últimos anos, longe da presidência do país, Castro dedicou-se a escrever artigos para a imprensa cubana, além de livros. A última aparição de Fidel foi no dia 15, ao receber em sua residência o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang. Informações sobre o funeral serão divulgadas em breve.

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Fidel Castro ainda jovem – ascensão ao poder em Cuba ocorreu aos 32 anos. Foto: reprodução/internet.

Nascido em 13 de agosto de 1926, na província de Holguín, sul de Cuba, Fidel passou a desenvolver ideias políticas a exemplo do nacionalismo político cubano, o anti-imperalismo e o socialismo a partir de 1945, quando ingressou na Universidade de Havana, onde viria a se formar em direito em 1950. Integrante do Partido Ortodoxo, após embates com o governo do general Fulgêncio Batista, que derrubou as eleições por meio de um golpe, assumiu o controle de Cuba aos 32 anos, após a derrubada de Batista em 1° de janeiro de 1959. Anos mais tarde, em 1961, Castro proclama o status socialista do país, causando o êxodo dos ricos para Miami e levando os EUA a romper relações diplomáticas e impor sanções econômicas a Cuba. Estas relações permaneceram rompidas até 2015, quando por intermédio do Papa Francisco, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama anunciou a retomada destas relações diplomáticas. A reaproximação foi anunciada em carta direcionada a Obama por Raúl Castro. Entretanto, não era vista com bons olhos por Fidel.

Arbitrariedades foram registradas durante seu governo, a exemplo das ações contra sindicatos, que perderam o direito de realizar greves, além das investidas contra jornais independentes e instituições religiosas. Pesa também contra Castro as execuções, prisões e o exílio forçado contra seus opositores. Apesar das polêmicas sobre seu regime político ditatorial, Fidel Castro promoveu também mudanças substanciais nos sistemas de saúde e de educação do país. Em sua gestão, a alfabetização atingiu 98% da população e a taxa de mortalidade infantil foi reduzida para 11 a cada mil nascidos vivos. Tido como o último revolucionário, sua morte representa o fim de uma era de revoluções ocorridas durante o século XX, da qual Fidel era um dos protagonistas. Tal fato reverbera tanto em Cuba quanto no restante do mundo.

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