Não podemos ignorar a propaganda eleitoral ‘gratuita’

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A última sexta-feira (26), marcou o início da veiculação da propaganda eleitoral ‘gratuita’ (que de gratuita, não tem nada) no rádio e na tv. Algumas mudanças foram implementadas em virtude da Lei 13.165/2015 que trata sobre a Reforma Eleitoral. Isto interfere diretamente no período de exibição da propaganda, que foi reduzido de 45 para 35 dias e vai até o dia 29 de setembro.

Existem aqueles que não acreditam de forma alguma no processo eleitoral – e tem legitimidade para tal convicção. Entretanto, não acredito que devamos apenas ignorar este momento e tudo que o sucede. Acredito inclusive que, é mediante a nossa opção de ‘tapar os ouvidos e virar os olhos’ para o mesmo, que nossa política foi lançada no lamaçal que se encontra atualmente. Nossa inércia ou omissão, como preferir, é uma arma silenciosa mas muito potente nas mãos de mal intencionados a quem pouco importa o bem comum da sociedade. Muito pelo contrário, a esses tais, importa apenas interesses próprios e escusos.

Acho importante esse crossover que está ocorrendo. Temos oportunidade de acompanhar todo o desenrolar da fase final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff e ao mesmo tempo, analisar as propostas dos candidatos que pleiteiam vagas para a câmara municipal ou cargos no executivo municipal. O que vemos nas falas é uma série de impropérios e troca de farpas de senadores que participam dos julgamentos e votações, inclusive alguns sendo citados e acusados de crimes de corrupção. Tudo na mesma época. Diante disso, a pergunta que fica é: seremos irresponsáveis novamente, a ponto de entregar o voto, nosso instrumento democrático para pessoas que não tem nenhum tipo de capacitação ou valores comprometidos com a sociedade para exercer tais funções?

Nossa inércia ou omissão, como preferir, é uma arma silenciosa mas muito potente nas mãos de mal intencionados a quem pouco importa o bem comum da sociedade. Muito pelo contrário, a esses tais, importa apenas interesses próprios e escusos.

Acredito que a máquina política é por vezes, um instrumento de corrupção. O ‘beija-mão’, os financiamentos privados, os esquemas ilícitos. Contudo, acredito que eles servem mais para potencializar um mau-caratismo já intrínseco. E creio também que é possível observar traços desta conduta antes mesmo de o sujeito ser eleito. Aquele que quer fazer uma negociata com você, oferecendo combustível, cargos públicos ou outro benefício qualquer em troca do seu voto, com certeza fará barganhas maiores (e piores) lá dentro. Basta pintar a oportunidade, afinal, já dizia aquele velho ditado popular: “a ocasião faz o ladrão”.

É salutar não generalizar. Existem os maus, mas também existem os bons, os sérios. Discutir uma reforma política faz-se necessário. Porém, enquanto este assunto não vem à baila, por assim dizer, a nossa parte consiste em conhecer muito bem os candidatos que se apresentam a nós. E mais, suas propostas, sua formação e claro, o mais importante: sua ficha.

Portanto, como eleitor e cidadão, o meu pedido encarecido a você, leitor Factual é: analise seus candidatos, mesmo que para isso você precise gastar alguns preciosos minutos do seu tempo assistindo a tv ou ouvindo o rádio. É possível também o contato via redes sociais, que aproxima demais candidato e eleitorado. Valorize seu voto! Não deixe para sair ‘catando santinhos’ no dia da votação só para não deixar de votar. Ignore os ‘fanfarrões’. Se não tem seriedade para expressar projetos concretos, por que teriam seriedade para tratar de assuntos concernentes à sua vida e à cidade? Infelizmente, ninguém traz estrela na testa, como afirma outro ditado popular, entretanto, entregue seu voto para pessoas que apresentem soluções, que tenham algo a dizer e que não apresentem histórico de corrupção. E não se venda. Não adianta reclamar da corrupção dos grandes, quando ela nasce a partir de nós mesmos. Seja consciente!

Será que incorreremos nos mesmos erros ou agiremos corretamente dentro de nossas possibilidades nestas eleições?

Pulverizo esta pergunta no ar. Até a próxima!

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