Editorial Eleições 2016: Iris Rezende é eleito no 2º turno. E agora, novo prefeito?

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Neste domingo (30) foi realizado o segundo turno das eleições municipais de 2016, colocando fim a 74 dias de intensa campanha, contando primeiro e segundo turnos. E na capital goianiense, quem levou a melhor foi Iris Rezende (PMDB), que foi eleito com 379.318 votos, correspondentes a 57,70% dos votos válidos e vai administrar Goiânia pela quarta vez, até 2020. Vanderlan Cardoso (PSB) saiu na frente na apuração, mas ao final ficou com 278.074 votos ou 42,30% de votos válidos.

O eleitorado estimado foi de 957.161 pessoas, de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral – TSE. A apuração contabilizou 230.055 abstenções – 24,09% do total de votos registrados. Já o índice de comparecimento às urnas foi de 726.606 (75,91%). Votos em branco somaram 15.478 (2,13%). Já o número de nulos foi de 53.736 (7,40%). No total, foram 657.392 votos válidos, correspondentes a 90,47% de todos os votos, 100,00% nominais.

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Prefeito eleito Iris Rezende. Foto: Facebook/Reprodução.
Prefeito eleito Iris Rezende. Foto: Facebook/Reprodução.

Durante a campanha eleitoral, o que mais se viu foram acusações e trocas de farpas entre candidatos. Nada anormal afinal, cada um quer vender seu peixe da melhor forma, valendo-se inclusive de apodrecer o peixe do adversário perante a opinião pública. Entretanto, muito do conteúdo propositivo (o que de fato, interessa a sociedade) talvez tenha sido deixado de lado. Ironicamente, neste dia de eleições, uma forte chuva veio sobre Goiânia e deixou um rastro de destruição, especialmente na Marginal Botafogo, via importante do trânsito da capital, onde parte do asfalto foi arrancada pela força da água. Isso talvez, já seja um forte indício de que o (novo) prefeito Iris Rezende, terá muito trabalho pela frente a partir de 1º de janeiro, data em que assume a Prefeitura de Goiânia.

E este é só um dos muitos lados deste caos em que nossa querida cidade de 83 anos recém-completados está mergulhada. A falta de segurança é uma tônica que não dá mais para ser empurrada com a barriga pela administração municipal. Muitas vezes, vemos um jogo de empurra entre prefeitura e governo do estado. Mas é preciso que estes poderes unam forças, seja através de mais investimentos, mais aparelhamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e parceria com as Polícias Militar, Civil, etc. É necessário se pensar em algo efetivo e não paliativo, em longo prazo. Mas algo precisa ser feito para conter esta onda de violência, assaltos, homicídios, entre outras mazelas – em curto prazo, com urgência.

E quanto a nós, como eleitorado, precisamos compreender que nossa função no processo democrático não termina na urna. Ao contrário, começa nela. Precisamos derrubar a falácia da ‘amnésia eleitoral’.

Saúde, educação, trânsito e mobilidade urbana, transporte público, infraestrutura, a relação conturbada entre Uber e Taxistas, valorização da cultura, políticas para a diversidade e inclusão. Todas estas são pautas importantes na discussão de um projeto de governo que possa abranger todos os setores da sociedade. Cabe agora ao novo prefeito e sua equipe, avaliar e articular melhorias para que a população possa sentir-se, de maneira prática, parte da cidade e gozar de qualidade de vida, de fato.

E quanto a nós, como eleitorado, precisamos compreender que nossa função no processo democrático não termina na urna. Ao contrário, começa nela. Precisamos derrubar a falácia da ‘amnésia eleitoral’. É hora de cobrar cada proposta apresentada, e estar atentos, não esquecendo de nada que foi prometido, muito menos por quem foi prometido, ou seja, quem recebeu o nosso voto. Quando a sociedade entende sua força, ela passa realmente a ser a agente de mudanças.

Acabou o falatório. É hora de ação! Até a próxima!

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