Editorial Eleições EUA 2016: Hillary x Trump – Erramos

0
editorial

O republicano Donald Trump foi eleito nas concorridas eleições presidenciais americanas da última quarta-feira (09). Sua vitória sobre a democrata Hillary Clinton foi anunciada às 5h32 (horário de Brasília), após alcançar 276 delegados e ultrapassar o limite dos 270 necessários para vencer no Colégio Eleitoral, pondo fim a uma campanha extremamente agressiva e acirrada – dos dois lados.

Então, diante de tal feito, coloco algumas considerações. Convido você, querido leitor portanto, à reflexão. Vamos lá:

[otw_shortcode_divider margin_top_bottom=”30″ text=”ERRAMOS:” text_position=”otw-text-center”][/otw_shortcode_divider]

eleicoes-eua

1. Quando subestimamos Trump e confiamos excessivamente nos institutos americanos de pesquisa, além de termos dado a vitória de Hillary como praticamente certa – Todas as pesquisas falharam, exceto a publicada pelo jornal californiano Los Angeles Times, que noticiou intenções de voto e chances de vitória para Trump bem maiores do que outras ao redor do país.

2. Quando desprezamos uma escalada da direita em resposta ao avanço de políticas da esquerda dos últimos anos – Uma das propostas de Trump para a saúde é revogar o Obamacare, programa de saúde criado pelo presidente Barack Obama e que surgiu com o propósito de estender a cobertura do plano de saúde à americanos ainda não atendidos. Aqui no Brasil, podemos traçar um paralelo se observarmos as duras críticas feitas por alguns direitistas a programas sociais que estabelecem cotas e geram inclusão aos menos favorecidos – caso do Bolsa Família, Sisu, ProUni, entre outros, em geral, programas promovidos por governos de esquerda. A direita caminha semelhantemente em ambos países.

3. Quando dizemos que Hillary perdeu – Na verdade, Hillary recebeu 337.636 votos a mais que Trump, de acordo com informações da BBC Brasil. A diferença está no sistema eleitoral dos EUA, onde os eleitores votam para definir os membros do Colégio Eleitoral, que representam proporcionalmente a população dos EUA. Portanto, neste sistema, o candidato é eleito por Estado e não por habitante, individualmente.

O quadro pode até não ser tão “apocalíptico” como muitos pintam, mas vale o debate.

4. Quando criticamos nossos amigos de redes sociais, colegas e familiares e dizemos que eles não podem se indignar com o resultado e que não tem nada a ver com o que acontece na política dos EUA – Alto lá! Censurar pensamento ou liberdade de expressão não pode. Como não teremos nada a ver com o resultado? Temos relações com os Estados Unidos e os anúncios feitos por Trump atingem diretamente refugiados e imigrantes, não apenas brasileiros, mas de todos os demais países.  Tem também o fato do republicano desconstruir e não dar a mínima importância ao aquecimento global, o qual considera uma notícia falsa, entre outras coisas. As ações de um chefe de Estado dos EUA reverberam e influenciam diretamente em todo o planeta, afinal, eles são a nação mais poderosa do mundo, ditam regras e tais regras serão ditas por Donald Trump a partir de 20 de janeiro de 2017.

[otw_shortcode_divider margin_top_bottom=”30″ text=”CONCLUSÃO” text_position=”otw-text-center”][/otw_shortcode_divider]

“Livre pensar é só pensar”, já diria o saudoso Millôr Fernandes. Será que vamos refletir sobre a importância destas eleições e compreender que elas também interferem por estas bandas? O quadro pode até não ser tão “apocalíptico” como muitos pintam, mas vale o debate.

Pulverizo esta pergunta no ar. Até a próxima!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui