Empresário Eike Batista, proprietário do grupo EBX é preso ao retornar de Nova York

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Empresário Eike Batista. Foto: Aline Massuca/Valor

Eike Batista já está em solo brasileiro – e preso. O voo da American Airlines trazendo o empresário de Nova York para o Rio de Janeiro pousou no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro às 9h54. Assim que desembarcou, Eike foi preso pelos agentes da Polícia Federal que já se encontravam no local, sendo em seguida levado para o Instituto Médico-Legal (IML) onde fará exame de corpo de delito e, de lá seguirá para o presídio Ary Franco.

A prisão do proprietário do grupo EBX, se dá em virtude de suspeitas de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que também motivou a prisão do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, no dia 17 de novembro de 2016. Eike e o executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo, são acusados de terem pago US$ 16,5 milhões a Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo, usando uma conta fora do país. Os três também são suspeitos de terem trabalhado para obstruir as investigações.

Na quinta-feira (26), a Polícia Federal tentou deter o empresário em sua casa, no Rio de Janeiro, mas ele não estava lá. Os advogados informaram que Eike havia viajado a trabalho para Nova York e que voltaria ao Brasil para se entregar. A Polícia Federal o considerou foragido e pediu a inclusão de seu nome na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional.

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Eike, 60 anos, foi considerado o homem mais rico do Brasil e, em 2012, o sétimo mais rico do mundo pela revista Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões. As empresas do grupo EBX atuam na área de mineração, petróleo, gás, logística, energia e indústria naval. Em 2013, entretanto, os negócios entraram em crise e Eike começou a deixar o controle de suas companhias e vender seu patrimônio.

O nome de Eike Batista apareceu na semana passada no âmbito da Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Calicute, fase da Lava Jato, sobre propinas pagas por grandes empreiteiras a partidos e políticos para obter contratos da Petrobras.

Curiosamente, em entrevista concedida ao canal GloboNews ainda no Aeroporto em Nova York, o empresário elogiou o trabalho realizado nas investigações e disse que o Ministério Público está passando o Brasil a limpo de uma maneira fantástica. Disse ainda que o Brasil que nasce agora será diferente. Eike Batista completou dizendo que está à disposição da Justiça e que volta ao Brasil para cumprir com seu dever. Quando questionado se cometeu erros, o empresário disse achar que não. A reportagem da GloboNews perguntou ainda se ele admitiria ter pago propina, mas Eike desconversou e disse que não poderia repassar informações para ninguém, apenas para a Justiça.

* Com informações da Agência Brasil.

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