Ibope/Estado/TV Globo: Bolsonaro lidera intenções de voto; Ciro avança e empata com Marina

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Ibope/Estado/TV Globo
Os números da primeira pesquisa Ibope/Estado/TV Globo encomendada após o indeferimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram divulgados nesta quarta-feira (5). O estudo aponta que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança da corrida presidencial, com 22% das intenções de voto nas eleições 2018. Em comparação ao levantamento anterior, divulgado há duas semanas, Bolsonaro registrou crescimento dois pontos porcentuais.

O candidato Ciro Gomes (PDT) também cresceu nas intenções de voto, subindo três pontos, de 9% para 12%. Agora, Ciro está empatado numericamente com Marina Silva (Rede), que manteve os mesmos 12% da pesquisa anterior. Detentor de quase metade do tempo do horário eleitoral gratuito, o tucano Geraldo Alckmin, que representa a maior coligação da disputa, subiu de 7% para 9%.

Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo tem 6% das intenções de voto, dois pontos acima do registrado na pesquisa anterior. Originalmente inscrito como vice de Lula, Haddad deve assumir em breve o posto de titular da chapa, já que a candidatura de Lula foi rejeitada em votação no TSE, por 6 votos a 1, na madrugada do último sábado (1º).

Confira a seguir, os números de todos os candidatos:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 22%
  • Marina Silva (Rede): 12%
  • Ciro Gomes (PDT): 12%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
  • Fernando Haddad (PT): 6%
  • Alvaro Dias (Podemos): 3%
  • João Amoêdo (Novo): 3%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Vera (PSTU): 1%
  • João Goulart Filho (PPL): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 0%
  • Eymael (DC): 0%
  • Branco/nulos: 21%
  • Não sabe/não respondeu: 7%

O levantamento anterior, feito entre os dias 17 e 19 de agosto com Haddad como candidato do PT, apresentou os seguintes percentuais de intenção de voto: Bolsonaro, 20%; Marina, 12%; Ciro, 9%; Alckmin, 7%; Haddad, 4%; Alvaro Dias, 3%; Eymael, 1%; Boulos, 1%; Meirelles, 1%; Amoêdo, 1%; Cabo Daciolo, 1%; Vera, 1%; João Goulart Filho, 1%; Branco/nulos: 29%; Não sabe/não respondeu: 9%.

As entrevistas da pesquisa começaram a ser feitas no sábado (1º), um dia após o início do horário eleitoral – o tempo, portanto, não é hábil para captar por completo a intensidade do impacto da propaganda dos candidatos no rádio e na TV.

Segundo turno

Já nas simulações de segundo turno, a pesquisa mostra a seguinte configuração: Bolsonaro perde para Ciro (44% a 33%), Marina (43% a 33%) e Alckmin (41% a 32%), e empata tecnicamente com Haddad (36% para o ex-prefeito, 37% para o deputado). O candidato do PSL é também o mais rejeitado: 44% dos eleitores não votariam nele de jeito nenhum. O capitão da reserva é seguido por Marina (26%), Haddad (23%), Alckmin (22%) e Ciro (20%).

Ficou claro, no entanto que houve queda expressiva na parcela do eleitorado disposta a votar nulo ou em branco, de 29% para 21%. A taxa de indecisos oscilou para baixo, de 9% para 7%.

Metodologia

O Ibope ouviu 2.002 eleitores, em 142 municípios, entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR‐05003/2018. Os contratantes foram o Estado e a TV Globo.

A divulgação do levantamento estava prevista para segunda-feira (3), mas foi necessário adiá-la em razão de uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral. O registro inicial da pesquisa, feito no dia 29 de agosto, ainda trazia um cenário com Lula como candidato. Porém, na madrugada de sábado, dia 1° de setembro, o TSE indeferiu o registro da candidatura do ex-presidente.

Diante do ocorrido, o Ibope decidiu retirar da pesquisa o cenário com Lula, e manter apenas o que trazia Haddad em seu lugar. Como as perguntas feitas não seguiram exatamente o roteiro previsto no questionário registrado na semana anterior, foi necessário consultar o TSE.

Na tarde desta quarta-feira (5), o ministro Luiz Felipe Salomão decidiu não analisar o mérito da questão, alegando que o Ibope não poderia ter feito a consulta, por não ser “autoridade com jurisdição federal ou órgão nacional de partido político”.

Com informações do Estado de S. Paulo e portal G1.

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