Bolsonaro diz que jornalistas brasileiros são ‘raça em extinção’

Declaração é resposta a uma reportagem do portal UOL, que aponta o uso do fundo eleitoral pelo presidente nas eleições de 2014, na época em que se reelegeu deputado federal

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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Os constantes embates entre o presidente Jair Bolsonaro e a imprensa parecem estar longe de chegar ao fim. Nesta segunda-feira (6), Bolsonaro afirmou que jornalistas são “uma espécie em extinção” e disse que profissionais da categoria precisam ser vinculados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

“Quem não lê jornal não está informado. E quem lê está desinformado. Tem de mudar isso. Vocês são uma espécie em extinção. Eu acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente). Vocês são uma raça em extinção”, afirmou.

A crítica do presidente é motivada por uma matéria publicada pelo portal UOL, a qual lembra que Bolsonaro, apesar de estimular seu eleitorado a não votar em políticos que utilizarem o fundo eleitoral, fez uso da verba nas eleições de 2014, em sua campanha a deputado federal. A reportagem trata do repasse de recursos públicos ao PP (hoje Progressistas), partido ao qual Bolsonaro era filiado.

“O UOL falou: Bolsonaro falou para não votar em candidatos que usem o fundão, mas ele usou em 2014. O fundão é de 2017. É de uma imbecilidade. Lamentavelmente, né. Não vou dizer todo mundo aqui, para não ser processado pela ANJ e não sei o que. Mas é de uma imbecilidade. Não sabe nem mentir mais. Não me acusem de ter crucificado Jesus Cristo, não, por favor. Então, esse tipo de informação atrapalha todos vocês. Cada vez mais gente não confia em vocês. E eu quero que vocês realmente sejam uma força no Brasil. É importante a informação e não a desinformação ou fake news“.

Bolsonaro disse ainda ter cancelado as assinaturas de jornais e revistas impressos do Palácio do Planalto. A medida, segundo o presidente, se deve ao fato de os veículos chegarem “envenenados”.

“Por exemplo, eu cancelei todos os jornais do Palácio do Planalto. Todos, todos, não recebo mais papel de jornal ou revista. Quem quiser que vá comprar. Porque envenena a gente ler jornal. Chega envenenado”, declarou.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo, eram assinados ao todo, em formato impresso, sete jornais e oito revistas. Por dia, eram entregues, em média, 25 exemplares. O custo anual das assinaturas impressas era de cerca de R$ 580 mil. Com a Folha, entre janeiro e outubro, o Palácio do Planalto desembolsou R$ 27.659.

* Com informações dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo.

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