Após reunião entre autoridades, medidas restritivas são prorrogadas por mais 7 dias em Goiânia e Região Metropolitana

Alterações passam a valer a partir da próxima segunda-feira (8). Transporte coletivo não será interrompido, mas a fiscalização será ampliada para diminuir o fluxo nos terminais e ônibus

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Foto: Vinicius Martins/Revista Factual

Após um dia intenso e movimentado por debates, ficou definido neste sábado (6) que as medidas restritivas de combate à pandemia de Covid-19, adotadas no início da semana por meio de decretos serão prorrogadas por mais 7 dias em Goiânia e Região Metropolitana a partir da próxima segunda-feira (8).

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A decisão foi tomada de forma conjunta, em reunião virtual, por meio de tratativas que ficaram a cargo dos prefeitos da Região Metropolitana, além do governador Ronaldo Caiado, que fez uma pequena participação e representantes do Ministério Público de Goiás (MP-GO), Defensoria Pública (DP-GO) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO).

Caiado destacou que criar leitos de UTI está cada vez mais difícil por falta de profissionais. “Temos condições de equipamentos, mas faltam profissionais, os que estão em campo estão estafados. É preciso responsabilidade na hora de dizer que é só criar leito. Abrimos o maior número proporcional do País, com hospitais de concreto, não de lonas. Mas estamos no limite em relação ao número de profissionais”, disse o governador.

Com a definição, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, publicará um novo decreto neste domingo (7). Na capital, a taxa de ocupação de leitos de UTIs em Goiânia chegou a 99% e 96% nas enfermarias na tarde deste sábado.

Dentre as alterações previstas estão o fechamento de ferragistas e lojas de materiais de construção, além de bares, restaurantes e distribuidoras, que só poderão atender pelo sistema delivery. O acesso a supermercados deverá ser restrito a somente uma pessoa de cada família por vez.

Por meio de nota, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia disse que, com a manutenção das medidas restritivas, o modelo de isolamento social intermitente por escalonamento regional deverá ser retomado na cidade após o ciclo de 14 dias, que terminará no dia 14 de março.

Transporte coletivo

A interrupção das operações do transporte coletivo na Grande Goiânia, medida sugerida pelo presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, não será adotada. Os promotores e o Procurador-geral de Justiça, Aylton Vechi, apontaram ilegalidade no fechamento do transporte.

Diante disso, as autoridades entraram em acordo para que haja uma maior fiscalização, com o objetivo de que o sistema seja utilizado apenas por quem trabalha em serviços essenciais e na linha de frente, além de emergências.

Para garantir o cumprimento dessa fiscalização, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) estará nos terminais e a Polícia Militar nas plataformas do Eixo Anhanguera e também serão responsáveis por organizar os embarques em horários mais movimentados. A ideia, segundo o Ministério Público, é criar formas de fazer com que o decreto seja cumprido e com isso diminuir o fluxo nos terminais e ônibus.

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