Após reunião com Bolsonaro e governadores para criação de comitê contra a Covid-19, Caiado fala em “ponto de convergência”

Governador afirma que haverá esforço ainda maior voltado para relacionamento diplomático em busca de parcerias com outros países, a partir de agora. Presidente Jair Bolsonaro diz que foco é definir estratégias para vacinação em massa, o mais rápido possível

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Governador Ronaldo Caiado durante reunião, em Brasília, com presidente Jair Bolsonaro, governadores e presidentes de poderes. Foto: Cristiano Borges/Governo de Goiás

O governador Ronaldo Caiado participou, na manhã desta quarta-feira (24), de uma reunião no Palácio da Alvorada, em Brasília, que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e representantes de poderes. Durante o encontro, ficou definida a criação de um comitê de coordenação nacional para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Brasil.

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“É o ponto da convergência de todos para salvar vidas”, afirmou Caiado, que representou os demais governadores das unidades federativas. O governador aproveitou a ocasião para destacar a importância da unidade. “A reunião teve um significado especial. Foi construído um ponto de concórdia”, disse.

Segundo Caiado, haverá um esforço ainda maior para um relacionamento diplomático em busca de parcerias com outros países a partir de agora, principalmente aqueles que têm vacinas acima da necessidade local. Além disso, a expectativa é “sensibilizar os laboratórios que hoje têm a tecnologia para que outros também possam produzir, já que temos uma demanda de 8 bilhões de pessoas no planeta”, afirmou.

Para o governador, agora é a hora de “mostrarmos cada vez mais solidariedade e que todos nós temos a responsabilidade de salvar vidas”, enfatizou.

União

O presidente da República, Jair Bolsonaro, classificou a reunião como “bastante proveitosa” e comentou que imperou a “harmonia e solidariedade” com o intuito de reduzir os efeitos da pandemia. O presidente assegurou ainda que o foco é imunizar o maior número de pessoas o mais rápido possível. “A vida em primeiro lugar. A intenção é, cada vez mais, nos dedicarmos à vacinação em massa no Brasil.”

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga apontou como imprescindível o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) de forma articulada, nos três níveis: União, Estados e municípios, para melhor atendimento da população. “O sistema de Saúde do Brasil dará as respostas que a população brasileira quer, sobretudo após uma reunião como esta, em que toda a nação se une por meio dos chefes dos poderes para que cumpramos o nosso dever”, assinalou.

Também presentes no encontro, os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira, firmaram o compromisso de auxiliar os governos federal, estaduais e municipais no enfrentamento à Covid-19. “Fiquei incumbido de tratar com os governadores, ouvir a demanda de todos e trazer para o comitê”, declarou Pacheco.

Já Arthur Lira anunciou que poderá ser votado ainda nesta quarta-feira (24), no Congresso Nacional, projeto que prevê a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermarias em parceria com a iniciativa privada, que, nas palavras do presidente “não se nega também a participar dessa luta num só caminho, numa só direção.”

Durante a entrevista coletiva, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, sustentou que o Poder Judiciário fará sua contribuição junto ao comitê, apesar de não poder integrá-lo de forma efetiva. Entre os objetivos está a redução de processos relacionados à saúde. “Como esse problema da pandemia exige situações rápidas, vamos verificar estratégias capazes de evitar a judicialização, que é um fator de demora na tomada de decisões”, pontuou. Luiz Fux se solidarizou com as famílias enlutadas, agradeceu o empenho dos profissionais de saúde e disse que a reunião significa “exemplo e esperança”.

Participaram ainda do encontro os ministros de Estado Paulo Guedes (Economia), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), entre outros; o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário; o advogado-Geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior; o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto; o procurador-geral da República, Augusto Aras; o vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Bruno Dantas; e os governadores Romeu Zema (Minas Gerais), José Renan Vasconcelos Calheiros Filho (Alagoas), Wilson Miranda Lima (Amazonas), Carlos Massa Ratinho Júnior (Paraná), e Coronel Marcos Rocha (Rondônia).

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