
Em uma virada histórica e completamente inédita na política brasileira, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República em segundo turno neste domingo (25/10) e comandará o país pela quarta vez. Com 99,96% das urnas apuradas, o petista recebeu 64.229.885 votos, correspondentes a 51,78% e venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 59.812.670 votos (48,22%).
Por volta das 21h10, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou a eleição matematicamente definida com vitória de Lula.
No primeiro turno, realizado no último dia 4 de outubro, Flávio Bolsonaro havia recebido 56.104.503 votos, correspondentes a 47,03% da preferência dos eleitores. Lula, por sua vez, ficou atrás, tendo obtido 53.879.538 votos, que equivalem a 45,16% do total.
É a primeira vez, portanto, que um candidato derrotado no primeiro turno de uma eleição presidencial consegue reverter a desvantagem e vencer no segundo desde a adoção do sistema eleitoral de dois turnos, em 1989.
Até o momento da publicação desta matéria, haviam sido contabilizados 124.042.555 votos válidos em todo o país. O índice de votos nulos foi de 2.722.466, equivalentes a 2,12%. Já os votos em branco foram 1.430.090, o que corresponde a 1,12%, segundo dados do TSE. A abstenção, que no primeiro turno havia sido de 21,08%, caiu para 19,21%.
Reforço digital
Na campanha para o segundo turno, Lula ganhou um reforço de peso: o canal do WhatsApp ‘Exército do Lula’, criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), que conseguiu estabelecer uma comunicação mais assertiva junto ao eleitorado do presidente, especialmente os mais jovens, e se revelou um dos grandes trunfos da estratégia para a reeleição, acumulando quase 11 milhões de seguidores.
Com orientações sobre a campanha, as chamadas ‘missões’, que consistem em publicações de hashtags em redes sociais e distribuição de conteúdos favoráveis a Lula nessas plataformas, o canal chegou a ser retirado do ar por determinação do TSE, mas foi restabelecido posteriormente.
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, enviou um relatório técnico ao tribunal no qual informou não ter encontrado irregularidades ou violação de regras no canal administrado por Janones.
* Matéria em atualização.
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