
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniram neste domingo (26/10), em Kuala Lumpur, na Malásia, onde participam da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). O encontro durou cerca de 45 minutos.
Nas redes sociais, Lula compartilhou uma foto de um aperto de mão entre ele e Trump. A reunião foi classificada como “ótima” pelo mandatário brasileiro.
Segundo o presidente, foi acertado que as equipes dos dois países se reunirão imediatamente para buscar soluções referentes às tarifas de importação de 50% impostas por Trump ao Brasil.
“Tive uma ótima reunião com o presidente Trump na tarde deste domingo, na Malásia. Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, publicou Lula.
O perfil oficial da Casa Branca na rede social X também compartilhou uma foto da reunião. Trump afirmou que é uma grande honra estar com o presidente do Brasil e disse acreditar que ambos os países conseguirão fechar bons negócios.
“É uma grande honra estar com o Presidente do Brasil… Acho que conseguiremos fechar bons negócios para ambos os países… Sempre tivemos um bom relacionamento — acho que continuará assim”, declarou o presidente norte-americano.
Contatos anteriores
No último dia 6 de outubro, Lula recebeu um telefonema de Donald Trump que durou cerca de 30 minutos. Na ocasião, o mandatário brasileiro afirmou que a conversa ocorreu em tom amistoso e que foi “extraordinariamente boa”. Ao final da ligação, os presidentes trocaram números de telefone pessoal, visando manter contato direto.
Lula e Trump já haviam tido um contato rápido no dia 23 de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Na época, o republicano chegou a dizer que teve “uma química excelente” com o presidente brasileiro e que ele “pareceu um cara muito agradável”.
As negociações sobre o tarifaço são conduzidas pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Lei Magnitsky
Além das tarifas, as tratativas também envolvem a Lei Magnitsky, instrumento utilizado pelos Estados Unidos para impor sanções a autoridades estrangeiras. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e alguns dos familiares dele foram sancionados e tiveram seus vistos cancelados.
Outros ministros do STF, como Luiz Roberto Barroso, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Edson Fachin e seus familiares não sofreram sanções da Lei Magnitsky, mas também tiveram seus vistos cancelados.
A medida seria uma resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão. Ele e outros sete réus do chamado ‘Núcleo Crucial’ da trama golpista foram condenados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Durante a reunião, Lula abordou o assunto com Trump. O presidente destacou que a aplicação da lei em relação a ministros do STF brasileiro é “injusta”, que as decisões tomadas pelo Supremo respeitam o devido processo legal e que não há perseguição.
* Com informações da Agência Gov
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