Motoristas e empresas chegam a acordo e encerram greve do transporte coletivo da Grande Goiânia
Mediação conduzida pela Justiça do Trabalho pôs fim ao impasse nesta segunda-feira (30/6), evitando a paralisação do transporte público

Após duas reuniões de negociação, o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (Sindcoletivo) e o Sindicato das Empresas de Transporte Público Coletivo de Goiânia e Região Metropolitana (SET) chegaram a um acordo e encerraram a greve prevista para ocorrer a partir desta terça-feira (1º/7), caso as reivindicações da categoria não fossem atendidas.
A mediação ocorreu nesta segunda-feira (30/6), no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT18). Com o fim do impasse, a continuidade da operação dos ônibus está mantida.
A audiência de conciliação contou com a participação da desembargadora Dra. Iara Teixeira Rios, do Juiz auxiliar da presidência do tribunal, Dr. Rodrigo de Silveira e do procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT/PRT-18), Dr. Alpiniano Lopes.
A proposta final, que resultou no consenso, foi apresentada pelo MPT e acolhida por ambas as partes. A conciliação foi conduzida pela Justiça do Trabalho.
Confira os pontos que foram acordados para por fim à greve do transporte coletivo de Goiânia e Região Metropolitana:
- Reajuste salarial de 6,5%, sendo 1,64% de aumento real;
- Reajuste de 7% no vale-alimentação;
- Pagamento do reajuste de forma retroativa em quatro parcelas, iniciando no mês subsequente à assinatura do acordo;
- Inclusão de cesta básica para todos os motoristas, incluindo trabalhadores em licença médica e aqueles que forem desligados até 15 de outubro de 2025;
- Fornecimento de uniforme completo conforme convenção da categoria: três camisas com botão (sendo duas de manga longa) e duas calças para cada motorista;
- Garantia de estabilidade de 24 meses para profissionais em pré-aposentadoria.
“Como é sabido por toda a comunidade, nós estávamos na eminência de iniciarmos uma greve na noite de hoje para amanhã, a partir da zero hora. Desde a semana passada, estamos em negociação junto ao Tribunal Regional do Trabalho e com os empresários também. Nessa audiência, foi selado um acordo entre o sindicato patronal e o sindicato dos trabalhadores, um aumento salarial na ordem de 6,5%, aumento na cesta de alimentação na ordem de 7%, e, também algumas cláusulas sociais, como modificações nos uniformes e outras coisas. Então, com isso, foi fechada a negociação e foi suspensa a greve”, afirmou o presidente do Sindicoletivo, Carlos Alberto Luiz dos Santos.
O presidente do SET, Adriano Oliveira, avaliou o desfecho como positivo para trabalhadores, empresas, poder público e, principalmente, para os usuários do transporte coletivo.
“Foi uma solução boa pra todo mundo. Valeram a pena as duas reuniões, porque conseguimos chegar a um acordo que contempla os interesses de todas as partes. E, em especial, garante a continuidade do serviço para o usuário, que não será impactado com paralisações”, declarou Adriano.
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