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Após embate com Trump, 53% desaprovam governo Lula e 43% aprovam, diz pesquisa Genial/Quaest

Levantamento mostra que melhora significativa se deu fora da tradicional base de apoio do presidente

A quarta rodada de 2025 da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (16/7), mostra que a desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu de 57% para 53%, enquanto a aprovação subiu de 40% para 43%. De acordo com o levantamento, que agora passa a ser mensal, a melhora se deu de forma significativa fora das bases de apoio tradicionais do petista, tais como: eleitores com renda mensal de 2 a 5 salários-mínimos, com ensino superior completo, não beneficiários do Bolsa Família, e no Sudeste, região mais populosa do país.

O cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, explica que o principal motivo para inversão na desaprovação que vinha sendo registrada foi o embate com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“A recuperação do governo aconteceu na classe média, com maior escolaridade, no Sudeste. São os segmentos mais informados da população, que se percebem mais prejudicados pelas tarifas de Trump, e que consideram que Lula está agindo de forma correta até aqui, por isso passam a apoiar o governo”, afirma Nunes.

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Avaliação geral

A avaliação geral do governo, que vinha piorando continuamente desde dezembro de 2024, mostra uma inversão: 40% fazem avaliação negativa, contra 43% na última pesquisa. Enquanto 28% avaliam positivamente, contra 26% em maio.

Tarifas de Trump

Sobre as tarifas impostas por Donald Trump, 72% acham que ele está errado ao impor taxas ao brasileiro por acreditar que há perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 57% acham que Trump não tem direito de criticar o processo em que Bolsonaro é réu. E 79% acham que as tarifas vão prejudicar sua vida.

Para 26%, o que levou Trump a anunciar tarifas altas contra o Brasil foram as falas de Lula contra as taxações impostas pelo presidente norte-americano. Para 22%, o motivo foram ações do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Bolsonaro. 53% dizem que Lula está certo ao reagir com reciprocidade às tarifas de Trump, contra 39% que acham a decisão errada.

Para 84% dos entrevistados, oposição e governo deveriam se unir em defesa do Brasil no conflito com Trump.

Economia

O número dos que acham que a economia piorou nos últimos 12 meses também caiu, de 56% para 46%. Enquanto 21% acreditam que melhorou, contra 18% na última pesquisa.

Em relação à alta do custo de vida a percepção se mantém em patamares elevados. O preço dos alimentos no último mês foi maior para 76% dos entrevistados, contra 79% na pesquisa anterior; sobre a gasolina, a percepção de alta foi maior, indo de 54% para 56% dos ouvidos; nas contas de água e luz, a percepção de alta foi de 60% para 62% dos entrevistados, nesta pesquisa.

O poder de compra dos brasileiros é considerado menor do que há 1 ano por 80% (79% em maio). O mercado de trabalho é motivo de preocupação. 56% consideram que hoje é mais difícil conseguir emprego do que há 1 ano.

A expectativa da economia para os próximos 12 meses é de piora para 43% (eram 30% na pesquisa anterior). Enquanto isso, o percentual que acredita em melhora caiu de 45% para 35%.

Relação entre Congresso e governo

Para 79%, o conflito entre Congresso e governo mais atrapalha do que ajuda o país. 59% acreditam que o governo deve aceitar o acordo proposto pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, entre Lula e o Congresso.

Impostos e gastos públicos

Entre os entrevistados, 63% acham que o governo deve aumentar impostos dos mais ricos, contra 33% que não concordam. Mas 53% não acham correto o discurso que coloca ricos contra pobres porque cria mais briga e polarização. Já 38% acham certo porque chama atenção para privilégios de alguns.

Violência e problemas sociais

A violência continua sendo a principal preocupação, oscilando de 25% contra 27% na pesquisa anterior. Problemas sociais são a maior preocupação para 20%, contra 19% em maio.

Metodologia

A pesquisa foi feita entre os dias 10 de julho e 14 de julho, e ouviu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais através de entrevistas presenciais que utilizaram questionários estruturados. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%.

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Vinicius Martins

Jornalista por formação, com especialização em Marketing e Estratégia Digital. Fundador e editor-chefe da Revista Factual.

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