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Motoristas do transporte coletivo de Goiânia e Região Metropolitana anunciam greve

Indicativo foi aprovado em assembleia da categoria. Paralisação está prevista para zero hora da próxima sexta-feira (27/6)

Motoristas do transporte coletivo de Goiânia e Região Metropolitana podem entrar em greve a partir de zero hora da próxima sexta-feira (27/6). O indicativo foi aprovado em assembleia da categoria realizada neste domingo (22/6). Na ocasião, os profissionais rejeitaram a proposta feita pelas empresas de ônibus da Capital, conforme apurou a reportagem da Revista Factual junto ao Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Goiânia e Região Metropolitana (Sindcoletivo).

“A categoria resolveu rejeitar a proposta feita pelas empresas que era só a inflação do período do ano passado, mais 0,5%. Essa proposta foi rejeitada por unanimidade, assim como, por unanimidade, foi aprovada a greve a iniciar à zero hora de sexta-feira, dia 27. Durante esse período, vamos levar ofício para a imprensa, para as empresas e comunicar para que a população fique sabendo dessa greve”, afirma Carlos Santos, presidente do Sindcoletivo.

Segundo Carlos, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deverá fazer uma reunião de conciliação para mediar a negociação entre as partes, diante das demandas apresentadas.

“É uma reunião que pode, sim, sair um acordo de lá. Acredito que se as empresas fizeram uma boa melhoria, uma vez que as empresas estão em um momento muito bom com o subsídio, estão rodando aí com cerca de 500 mil passageiros em média dia a R$ 12,50. Isso dá mais de R$ 6 milhões por dia. Então, a gente acredita que as empresas podem, sim, fazer uma proposta digna, justa, que reponha os prejuízos que a categoria sofreu, principalmente do Covid para cá”, sublinha.

O presidente do sindicato pontua que a inflação entre março de 2024 e fevereiro de 2025 foi de 4,86% e que, em 2017, as empresas do transporte coletivo retiraram o anuênio de 3% que os motoristas tinham todo ano, independentemente de negociação.

A retirada, de acordo com ele, ocorreu mediante promessas de que haveria reposições sempre acima da inflação, as quais não estariam sendo cumpridas.

“O que nós queremos é uma reposição salarial, principalmente porque as empresas vem sendo subsidiadas pelo governo. Então, não tem porque falar que não tem dinheiro pra dar uma sustentação digna para o trabalhador”, reforça.

Para Carlos Santos, a categoria, além de ser a que mais teve perdas por morte durante a pandemia da Covid-19, tanto de trabalhadores como de familiares, amarga prejuízos por praticamente não ter aumento no período.

“Ou as empresas fazem uma proposta boa na conciliação, mediação que terá no Tribunal Regional do Trabalho, ou haverá uma paralisação no dia 27, à zero hora”, finaliza.

Resposta das empresas do transporte coletivo de Goiânia

Em nota enviada à Factual, o Sindicato das Empresas de Transporte Público de Goiânia e Região Metropolitana (SET), informou que tomou conhecimento sobre o indicativo de greve do Sindcoletivo por meio da imprensa e reafirmou o interesse em continuar as negociações na busca de uma solução.

O sindicato que representa as empresas disse ainda que qualquer tipo de paralisação no transporte público prejudicará diretamente o usuário do serviço. Portanto, não vê neste o melhor caminho.

Na contramão do que diz o Sindcoletivo, o SET argumenta que nos 2 últimos anos as empresas concederam ganhos reais significativos para a categoria, além de pontuar que, mesmo diante dos altos investimentos realizados na qualidade do transporte, com frota 100% nova, reformas de estações e terminais, pontos de parada entre outros, se propôs a conceder reajuste com ganho real, acima da inflação.

O SET confirmou para esta semana a reunião de mediação do caso no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). E disse esperar que se possa chegar a um acordo para impedir qualquer paralisação.

Confira a nota do SET sobre o anúncio de greve dos motoristas na íntegra a seguir:

O Sindicato das Empresas de Transporte Público de Goiânia e região Metropolitana (SET), informa que tomou conhecimento pela imprensa sobre o indicativo de greve do Sindcoletivo.

O SET reafirma o interesse em continuar as negociações na busca de uma solução. Além disso, entende que qualquer tipo de paralisação no transporte público vai prejudicar diretamente o usuário do serviço. E, portanto, não vê neste o melhor caminho.

É importante lembrar que nos dois últimos anos as empresas concederam ganhos reais significativos para a categoria. E que, mesmo neste ano, um ano desafiador por conta dos altos investimentos na qualidade do transporte, – com frota 100% nova, reformas de estacoes e terminais, pontos de parada entre outros – se propôs a conceder reajuste com ganho real, acima da inflação.

Haverá uma reunião para mediação deste caso esta semana no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) onde o SET espera que tudo isso seja considerado e que se possa chegar a um acordo para impedir qualquer paralisação.

O SET permanece à disposição para qualquer esclarecimento.

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Vinicius Martins

Jornalista por formação, com especialização em Marketing e Estratégia Digital. Fundador e editor-chefe da Revista Factual.

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