Estudantes goianos vencem competição de tecnologia e inovação na Campus Party Brasília
Projeto DataPólis propõe solução inteligente para combater a criminalidade e gerar mais segurança para os moradores de uma cidade

Estudantes da Escola do Futuro de Goiás (EFG) Sarah Kubitschek, de Santo Antônio do Descoberto, no entorno do Distrito Federal, se destacaram em competição regional de tecnologia e inovação no último fim de semana. O projeto DataPólis conquistou os jurados da 17ª Campus Party Brasília (CPBR17), e levou o primeiro lugar ao propor solução inteligente para combater a criminalidade e gerar mais segurança para os moradores de uma cidade.
A equipe vitoriosa é formada por Deborah Loiola, responsável pelo projeto de negócio e gestão, pelos desenvolvedores de tecnologia, Gabriela Dourado e Tiago Alves, e o designer Rayllandr Félix. Ao todo participaram mais de 740 inscritos nas três modalidades da competição.
Durante a edição da CPBR17, diversas equipes foram desafiadas a propor soluções de inovação e cibersegurança a partir da criação de plataformas de inteligência artificial (IA) preditivas para o monitoramento e tratamento de desordens urbanas.
A partir dos conceitos apresentados na modalidade ‘Desafio de Cidade Mais Segura’, todas as equipes tiveram pouco mais de 48 horas para planejar e desenvolver seus projetos. Durante o período, as equipes contaram com a mentoria de profissionais e professores, além de assistir a palestras sobre Pesquisa de Problemas, Modelagem de Solução, Prototipação e Validação de Solução, e Comunicação de ideia.
O projeto vencedor da EFG de Santo Antônio do Descoberto permite mapear e classificar desordens urbanas de forma preditiva, como explica Deborah Loiola, líder da equipe.
“A nossa plataforma, através de IA e georreferenciamento avançado, agrupa e organiza informações do serviço público e de pessoas comuns para que sejam utilizadas na criação de estratégias e ações para fortalecer a segurança pública, além de minimizar riscos iminentes”, afirma ela.
O protótipo apresentado prevê, ainda, o acesso livre dos habitantes da localidade monitorada através do Bot Cidadão 24h, que poderá ser acessado via plataforma em dispositivos eletrônicos, como por exemplo o celular, em que cada pessoa vai poder informar ocorrências de desordem urbana. As informações coletadas serão classificadas e padronizadas através do Radar Urbano, módulo analítico de IA, que fomentará, em tempo real, os órgãos responsáveis pela segurança pública a desenvolver ações rápidas, e mais eficientes, conforme é detalhado pela estudante.
“Focamos em desenvolver uma solução que apresentasse originalidade, criatividade e demonstrasse potencial para solucionar os problemas atinentes ao desafio proposto. Assim, nasceu a plataforma DataPólis para oferecer às forças de inteligência e segurança pública mapas de calor preditivos que contribuem para a identificação de padrões de criminalidade e desordens urbanas. A expectativa é dar prosseguimento ao projeto”, complementa a estudante do EFG Escola do Futuro Sarah Kubitschek.
As Escolas do Futuro de Goiás são unidades profissionalizantes do Governo de Goiás, mantidas pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Desde 2021, são geridas pela Universidade Federal de Goiás, por meio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT/UFG).
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